A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

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Entrelinhas do ego

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Enfadonhas. As pessoas estão enfadonhas. Esse negócio de comunicação imediata está deixando as pessoas enfadonhas. Tudo é uma questão de parecer ter e não de ser verdadeiramente. Não importa que não seja a sua realidade, o importante é que todo mundo “curte” e assim está bom.

Mau humor de boa vontade, mas prefiro classificar como um cansaço antropológico da sociedade moderna.  Uma mesmice arrogante e burra. Burra com toda aquela conotação pejorativa que invoca a palavra. Agora eu estou sendo arrogante. Tudo bem, tenho direito a sê-lo. Todo mundo por essas bandas da internet o é, por que eu não poderia? Quero estar na moda, in vogue.

No cotidiano as pessoas estão agindo como gados, manipuladas por intelectulóides habilitados para julgar, condenar e apontar o dedo na cara das pessoas com uma prepotência mascarada de valores. Salvadores da boa conduta virtual. Entrelinhas do ego: paradigma contemporâneo.

Não há mais espontaneidade. As pessoas vomitam verdades como se o absolutismo existisse nas palavras. Elas vomitam vaidades absolutas porque não conseguem conter dentro de si tanto estrume. Não serve nem para adubar pensamentos.

E eu falando em pensamentos numa época onde as pessoas estão (ou são?) carentes de opiniões. Elas só sabem “curtir”, “compartilhar” ou “retuitar” e muitas vezes sem crédito. Criar, inovar, pensar é algo muito complexo e requer muito esforço por parte do ser humano, por isso se tornam inviáveis ao comodismo intelectual. Intelectual? (sic). É, hoje não estou romântica.

E o poeta estava certo quando concluiu “mas que maçada quererem que eu seja da companhia”. Que maçada a companhia e suas superficialidades. É muito macaco adestrado aplaudindo no mesmo circo.

Escrevo nas entrelinhas para não mexer com egos sensíveis. Desprezo os egos para que não hajam entrelinhas.

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Written by Babi Arruda

14/03/2012 at 10:56

Lobo em pele de cordeiro

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Realmente não sei dizer o que é pior, se iludir ou se decepcionar! Ambos são terríveis demais da conta! Não dá nem para traçar um paralelo, um mapa astrológico ou fazer uma pesquisa qualitativa para ver quem sai na frente. Aqui o páreo é duro e dolorido!

Viver num “mundinho de Alice” eu já considero uma tragédia grega, mas isso é uma culpa única e exclusivamente nossa que por muitas vezes preferimos andar com o véu da ilusão encobrindo os olhos. Porém, a decepção independe das nossas limitações. Ela simplesmente acontece porque é uma revelação, uma descoberta de que uma pedra não é mesmo uma pedra.

E o que fazer com essa informação bombástica? Como encarar os fatos que a aquela pessoinha tão especial não passa de um aglomerado de estrumes? Sim, não se choque com palavras tão diretas porque é exatamente dessa forma que pensamos quando nos decepcionamos com alguém.

Sem falar naquela sensação de atestado de burrice, aquele ligeiro sentimento de que foi um idiota por não ter percebido os sinais, o anúncio de que as coisas não era como imaginávamos.

Mas, infelizmente existem por aí muitos lobos em peles de cordeiros. Não se sinta um imbecil por ter confiado e acreditado nesses seres. Hoje em dia encontramos ótimos atores fora dos palcos, passeando pela vida real.

Eles são assim, maravilhosos na representação, perfeitos na dissimulação e incríveis na arte de enganar. E ficam melhores ainda se tiverem platéia para entreter. Quanto mais, melhor! Maior é o prazer de atuar. Isso os alimenta o ego que é extremamente vaidoso!

Com isso, chegamos a conclusão que as aparências polidas enganam. O ar de acima de qualquer suspeita, a reputação ilibada, inabalável e as atitudes politicamente corretas são engodos para lubridiar e mascarar a verdade: um caráter falho, cheio de más intenções e um conceito de moral distorcida, além de uma covardia crônica marca registrada de personalidades inseguras.

Remorso? Consciência pesada? Imagina! Pessoas assim estão acostumadas com esse espetáculo de horrores porque são centradas nas suas próprias necessidades mesquinhas de auto-afirmação. Elas só querem preencher o vazio de suas almas e continuar alimentando suas ilusões. Mal sabem que no dia que acordarem desse topor só encontrarão ruínas a sua volta.

Enfim a máscara caiu e a verdade veio à tona. Mas veja bem, a realidade bateu a sua porta, e não de toda sociedade. Por isso, não adianta apontar o dedo e dizer que o fulano não presta. Ele é um ótimo ator, lembra? Dissimulado, escorregadio, sempre sai pela tangente! É isso que o torna tão repugnante.

E o que fazer? O lobo não consegue enganar todo mundo ao mesmo tempo, o tempo todo! Portanto, não se preocupe. Os dias de cordeirinho irão acabar, pois ele não é tão esperto assim. Afinal, você já sabe quem ele realmente é. Eu também já sei. Logo, não tarda para que todos vejam que ele não vale uma nota de um real furada.

Written by Babi Arruda

10/05/2011 at 14:54

Os 7 Pecados Capitais

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irainvejagula

 

 

 

 

 

 

 

 

 

avarigeslothlust

 

 

 

 

 

 

 

 

 

vanity

Marta Dahlig é uma talentosa artista polonesa que trabalha com pintura digital. Seus trabalhos são cheios de detalhes e percebe-se claramente tratar-se de uma perfeccionista. Cuidadosa ao extremo, Clackeri, como é conhecida, tem em seus trabalhos, cores exuberantes e vivas e uma diversidade imaginativa sem igual.

Neste trabalho de 2006, a artista nos traz a sua visão dos sete pecados capitais.

Fonte: Wikipedia

 

*Publicado em 01/05/2009

Written by Babi Arruda

26/10/2009 at 16:36

A última bolacha do pacote

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bolacha

Quando penso que já vi de tudo nessa vida, sempre aparece alguém com atitudes que deixaria qualquer malandro de cabelo em pé. E vou dizer que ultimamente não são poucas as coisas que tem me surpreendido: uma falta de bom senso, uma falta de bom gosto, uma falta de boa vontade, enfim, muita falta de vergonha na cara!

 

As pessoas vivem como se fossem seres únicos dentro desse imenso universo. O resto da humanidade é um simples acessório, adereço decorativo que só existe para fazer número. Elas simplesmente se acham à última bolacha do pacote. Isso mesmo, aquela bolachinha recheada, única e por isso, a mais gostosa.

 

Sem a mínima noção de espaço, elas só conseguem enxergar até os limites do próprio umbigo, não se importando com o mundo a sua volta. Fazem o que querem sem dor na consciência, quer dizer, sem consciência porque a última coisa que essas pessoas têm é crise sentimental. Elas ficam tão submersas na própria soberba que sentimentalismo é clichê barato de gente chata.

 

Esses indivíduos ao nascerem deviam receber uma placa de aviso com os seguintes dizeres: “Cuidado para não tropeçar….no próprio orgulho”! Pois é, como diz o velho ditado, quanto maior é a altura, maior é a queda! Elas vivem num universo paralelo, cheio de ilusões, fantasias criadas por uma mente frágil e infantil.

 

Infelizmente elas sofrem muito ao longo da vida quando simplesmente descobrem que não são o supra-sumo do momento. E quando isso acontece, ai meu Deus do céu! Minha Nossa Senhora Maria José! Como pode ser?! Tem certeza seu moço?! Não sou a sensação do momento?! Eu, uma diva (o) mega star internacional?! Ahhh acho que o senhor está enganado!!!

 

A realidade é inaceitável, a verdade um paradoxo e a lógica uma metáfora. Esse é o preço da vaidade, esse é o cotidiano da prepotência!

 

E lhe dar com essas pessoas no dia-a-dia é uma missão que nem o Exterminador do Futuro aceitaria! Uma luta árdua que se bobear o Balboa perde por pontos! Muito sério isso! Não existe nada pior que a ignorância para com o próximo, com o achismo de se achar o melhor, o irrepreensível, o mais correto, acima do bem e do mal.

 

Ninguém está livre de erros e equívocos. Faz parte da natureza humana errar, cair, se levantar e aprender de novo aquilo que não foi assimilado na primeira aula. O orgulho não faz com que você aprenda a lição, ele só aumenta sua tarefa de casa!

 

Por isso, não adianta olhar de cima para baixo, apontar o dedo no nariz ou simplesmente criticar o que o vizinho faz ou deixa de fazer. É necessário destruir as ilusões e se livrar do que existe de caquético dentro de nós! Infelizmente, só não consigo deixar de sentir pena e uma tristeza profunda pela forma que as bolachinhas recheiam suas vidas.

 

E agora a verdade nua e crua, sem máscaras, fetiches e pleonasmos: aos orgulhosos fica na boca o sabor amargo de solidão e desespero. Aos soberbos o vazio das palavras. Aos prepotentes a certeza de serem medíocres e aos vaidosos a futilidade de uma beleza decadente.

 

*Publicado em 29/02/2008

Written by Babi Arruda

21/10/2009 at 19:40

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