A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

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Empurrando com a barriga

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Adiar a vida para o amanhã. Sim, tem pessoas que não vivem, adiam o ato de viver sempre para o dia seguinte. Empurram com a barriga os acontecimentos, os fatos e principalmente, os problemas. É como se eles não existissem. Se eu finjo que não vejo, ele não está ali. Simples assim!

Não é simples assim! É complicado porque as ilusões tomam conta de tudo fazendo com que as verdades não passem de metáforas. A realidade não pode ser ignorada por mais dolorida que possa parecer. É preciso ter coragem para olhar o destino de frente e fazer as coisas acontecerem da melhor forma possível.

Fingir que um problema não existe não irá resolvê-lo. Pior, ele fica ali se alimentando da sua inércia e covardia, virando um monstro terrível. Lembre-se que não dá para controlar uma bola de neve gigante. Por onde ela passa, destrói.

Esteja um passo a frente e mantenha o controle da sua vida. Fique sempre na liderança dos acontecimentos. Um líder que transforma sonhos em projetos reais e não fica empurrando com a barriga as realizações.

O que você espera da vida? O que você espera de você? Não espere. Apenas faça acontecer. Viva sem medo, projetando suas aspirações para o plano real e seguindo o curso natural das coisas de forma simples, porém consistentes.

O mais triste de tudo é constatar que cada vez mais o número de pessoas que deixam a vida passar em branco aumenta vertinosamente. Elas simplesmente não se importam em viver e depois ficam reclamando que não tem sorte e culpam Deus ou sei lá quem pelos próprios fracassos.

Se acham injustiçadas pelo destino, pela família, pelos amigos e lamentam os desfortúnios com ares de vítima, como se não tivesse contribuído para as situações caóticas. Eu lamento muito ver pessoas com visões tão limitadas de si mesmo.

E digo mais! A maioria delas possui um potencial incrível para prospectar e expandir de forma meteórica tudo que tocar. Elas somente não se esforçam para isso. São acomodadas, preguiçosas e não possuem ambição de evolução. Esperam que as coisas caiam no colo por puro milagre divino.

Isso é de partir o coração: ver de perto a falência da crença no eu, o assassinato a sangue frio do talento e presenciar a total falta de consciência no poder de ação. Conclusão: não dá para empurrar com a barriga o próprio corpo inerte.

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Written by Babi Arruda

07/11/2012 at 13:47

A vida como ela é

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A vida como ela é. As pessoas como elas são. A verdadeira clareza das situações e das atitudes. Por mais simples que sejam essas afirmações é muito difícil colocar todas em prática, pois possuímos uma tendência natural de criar um universo paralelo em nossa imaginação, no qual sempre somos o astro principal.

Se já não bastassem todas as dificuldades do dia-a-dia, nós ainda temos um campo fértil em nossa mente que distorce a realidade em um cenário cor-de-rosa, puxado para o pink. Enxergar com transparência, idoneidade é uma prova complicada num mundo cheio de arestas mal aparadas.

Até mesmo o mais sábio dos homens pode ficar enredado nas armadilhas das próprias ilusões. Sim, a ilusão é a principal culpada pelo nosso sofrimento, pois ela transforma um fato em uma metáfora qualquer.

Tampar o sol com a peneira e fazer de conta que não viu ou ouviu não é a solução para os problemas, muito menos viver como se fosse uma estrela única e absoluta na constelação universal. Porém, infelizmente, algumas pessoas se sentem felizes vivendo dentro de mentiras bem elaboradas e com requintes de sofisticação.

Afinal, quem não quer um mundinho perfeito onde todas as nossas vontades são realizadas? É tão gostoso ser mimada, bajulada e ter todos lambendo seus pés a sua volta. O único detalhe é que isso não passa de uma ilusão, artimanha da vaidade, mais um artifício dos hipócritas.

Se iludir ao ponto de acreditar nas suas próprias mentiras e nas mentiras alheias somente para alimentar o ego é o caminho mais rápido para a desilusão. E isso é tão certo quanto dois e dois são quatro!

Mesmo que a verdade seja dolorida é mil vezes preferível estar a par das coisas como elas são do que viver numa fantasia. A “Terra do Nunca” só é bonita e divertida nos contos infantis.

Na vida real ela pode ser muito amarga quando as máscaras começarem a despencar das faces, quando as cortinas de mentiras forem arrancadas dos palcos e o nevoeiro for dissipado na estrada.

Quando tudo isso acontecer, tudo a sua volta irá desmoronar feito castelo de areia na beira da praia e o único companheiro ao seu lado será a tristeza. O que os outros sentirão? Pena! Sim, a inevitável piedade hipócrita da sociedade.

Por isso, procure enxergar a vida como ela é. Olhar as pessoas como elas são. Vivenciar as situações de forma realista, sem adjetivos. Só sujeito, verbo e complemento. Lembre-se que o nosso mundinho também tem tons de cinza e isso não é vergonha para ninguém. Ruim mesmo é acreditar que existe um mundo todo pink. Isso sim é muito brega. É deprimente!

Written by Babi Arruda

03/02/2012 at 09:36

Imparcialidade: realidade ou utopia?

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Ao se deparar com uma situação complicada onde temos que avaliar ou então julgar certos aspectos vem sempre a tona a famigerada imparcialidade, porque para sermos justos, temos que ser imparciais perante os fatos e as pessoas.

O discurso realmente é muito lindo, porém a prática está muito longe de ser um conto de fadas com final feliz. É muito fácil falar sobre imparcialidade, mas usá-la com eficácia é quase humanamente impossível.

Por quê? Porque somos humanos passíveis a erros e defeitos só para começar. Cada um de nós foi criado de uma forma diferente, com aspectos culturais diversos, com valores morais distintos e influenciados pelo ambiente que vivemos. Só por causa desses “pequenos” detalhes que a imparcialidade se torna algo mais próximo do utópico.

Os meios de comunicação bradam em alto e bom som que sua linha editorial é imparcial, que todas as notícias são apuradas e investigadas pelos diversos ângulos da questão, no entanto, o material humano que fabrica isso não é multifacetado.

E isso é absolutamente normal. Sim, não se choque com esta revelação, mesmo porque você também não é imparcial na sua totalidade. Esse negócio todo de isenção de sentimentos é pura balela, conversa para boi dormir. Não há nada pior que esse discurso besta de candidato a síndico de prédio.

Somos dotados de um aglomerado de sentimentos e sensações que nos diferencia um do outro, e é justamente essa diferença que nos torna especiais, únicos. É através da visão diferenciada de cada um que os acontecimentos ganham novos aspectos e esse pluralismo enriquece as relações interpessoais.

Por isso, eu não acredito que um ser humano é capaz de 100% de imparcialidade. A preocupação e a busca para o mais próximo disso é lógico que deve existir. O que não pode é se frustrar quando perceber que este objetivo não pode ser alcançado plenamente.

Outra coisa que não pode acontecer é achar que possui toda essa neutralidade perante os acontecimentos. Isso seria muita prepotência para não dizer ignorância, no sentido de ignorar a realidade e viver numa constante ilusão de perfeição moral.

Um primeiro passo para treinar a imparcialidade é usá-la com você mesmo. Analisar suas qualidades e defeitos com o máximo de isenção possível. Sem ser tendencioso, sem puxar a sardinha para suas vaidades, sem mimos e estrelismos do ego.

Faça isso e depois me conte o que você conseguiu. Se os 100% de imparcialidade pode ser considerado uma realidade ou uma utopia.

Written by Babi Arruda

29/11/2011 at 14:01

Terra do Nunca

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É muito difícil saber crescer! Amadurecimento é um processo doloroso no qual todos passam e quando chega o momento, temos que deixar de sermos crianças indefesas para se tornar adultos conscientes dos próprios passos.

A vontade é de estar sempre embaixo da saia da mãe, agarrados a essa pessoa que com um simples sorriso nos acolhe e nos dá aquela sensação interminável de segurança. Ou então alguns mais radicais gostariam de voltar para dentro do útero, porque ali estamos protegidos de todos os males do mundo.

Seria muito bom se isso fosse possível, mas infelizmente não é! Temos que largar da barra da saia e inevitavelmente sair para o mundo. Não tem jeito. Não temos escolha!

Durante esta caminhada de aprendizagem e crescimento podemos contar com o auxílio, o conselho, a intervenção de muitas pessoas boas dispostas a nos ajudar, mas quem vai realmente definir sua evolução é você mesmo. Por isso, o medo tem que ser colocado de lado e o olhar deve estar voltado para o horizonte, sempre além dos limites.

Existem também outros sentimentos que precisam ser eliminados como, por exemplo, o egoísmo, a arrogância, a soberba e o orgulho. Eles com certeza não ajudam no processo de amadurecimento. Eles fazem com que sejamos eternas crianças mimadas e mal criadas perante as situações da vida, nos deixando inseguros.

Porém, tem aqueles que fazem questão em não querer crescer. Preferem ter uma imagem idealizada de si mesmos, vivendo na Terra do Nunca. Peter Pan’s modernos doutrinados com discursos rebuscados de valorização massificada do individualismo nocivo.

Vamos exercitar a capacidade de entender que tropeçar faz parte do pacote e que isso é necessário para fortalecer a musculatura do coração. Evoluir é preciso para se construir uma sociedade mais consciente e justa. E acima de tudo, construir seres humanos melhores, adultos e não seres infantilóides, fracos e frágeis com medo de enfrentar as adversidades da vida.

Sim, claro que devemos manter uma porção criança dentro nós, mas aquela saudável que nos traz alegria e um sentimento doce de inocência. A Terra do Nunca pode habitar nossos sonhos, mas nunca ser trazida para a realidade.

Portanto, coragem e confiança. A jornada para a maturidade é complexa e muitas vezes nos magoa, mas lembre-se que através das lágrimas nossa alma é limpa de toda sujeira que contamina nossa percepção.

Written by Babi Arruda

01/06/2011 at 11:48

O véu e a verdade

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Por fim o sossego! As palpitações cessaram, as angústias adormeceram e a ansiedade foi colocada de lado. Não há nada melhor que o gosto da verdade e o conforto de uma simples explicação. Dizem que muitas vezes ela pode ser amarga, mas como diz minha mãe remédio docinho não cura.

As dúvidas foram solucionadas e os questionamentos resolvidos. Não há mais nada para dizer. A realidade foi despida na minha frente e o véu que encobria meus olhos foi levado pelo vento. Finalmente pude retirar a máscara que só me trazia desilusão.

Por mais dolorosa que seja a realidade, ela é a melhor opção de vida. Juro! Pense quantas tristezas carregamos no peito por causa de decepções e ilusões? Se todos agissem com naturalidade e dissessem exatamente aquilo que pensam nosso mundinho seria bem melhor, seria pelo menos mais autêntico!

Mentira tem perna curta, mas é muito danada e faz um estrago por onde passa. Mesmo sendo uma gatuna não muito esperta, ela rouba a paz e o sossego de nosso coração. E no balanço final tudo que sobra é o vazio de um exército derrotado.

Olhar as pessoas de frente e encarar as situações sem medo de errar não é uma tarefa simples de ser executada, considerando o mundo de equívocos no qual vivemos. Isso sem contar nos inúmeros fatores que transformam um ponto num enredo enrolado, mal contado ou até mesmo mal interpretado.

Não ter vergonha. Esta é a questão principal. Não se sentir pressionado pelo pluralismo do cotidiano ou até mesmo coagido a agir de acordo com a vontade alheia. Pense que é a sua felicidade que está em jogo e ninguém é responsável por ela além de você mesmo.

Ninguém é feliz construindo um castelo em cima de farsas. São bases feitas de areia que com a primeira a chuva amolece e faz a construção ruir. O teatro é bonito nos palcos, mas na vida real os personagens ficam caricatos e podem ser confundidos com palhaços.

Como é doce a tristeza de um mistério desvendado porque leva embora as especulações. Aliás, isso é outro assunto que só traz aborrecimento! Achismos de uma mente neurótica só cria muros de tijolos entre o que é e o que poderia ser. Artifício perigoso e traiçoeiro.

O importante de tudo é que você escolhe a vida que quer levar e decide quais os frutos que irá colher. Quem planta mentiras tem como resultado apenas ilusões, decepções e sofrimento. Quem semeia a verdade tem um jardim próspero de onde só sai felicidade, paz e amor.

Mesmo que por muitas vezes a verdade não seja aquilo que queremos ouvir, é sempre preferível ver as coisas como elas são a viver numa utopia para o resto da vida. Porque no dia que acordarmos e nos dermos conta que tudo não passou de uma miragem a dor vai ser insuportável e não há remédio que cure tamanha frustração.

Que caiam os véus, que quebrem as máscaras, que as fantasias sejam atiradas fora. Vamos aplaudir a honestidade, enxotar o medo e estender um tapete vermelho para a coragem. Ser real e inteiro com a própria consciência e não desperdiçar palavras com o efêmero.

Written by Babi Arruda

17/05/2011 at 15:51

Lobo em pele de cordeiro

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Realmente não sei dizer o que é pior, se iludir ou se decepcionar! Ambos são terríveis demais da conta! Não dá nem para traçar um paralelo, um mapa astrológico ou fazer uma pesquisa qualitativa para ver quem sai na frente. Aqui o páreo é duro e dolorido!

Viver num “mundinho de Alice” eu já considero uma tragédia grega, mas isso é uma culpa única e exclusivamente nossa que por muitas vezes preferimos andar com o véu da ilusão encobrindo os olhos. Porém, a decepção independe das nossas limitações. Ela simplesmente acontece porque é uma revelação, uma descoberta de que uma pedra não é mesmo uma pedra.

E o que fazer com essa informação bombástica? Como encarar os fatos que a aquela pessoinha tão especial não passa de um aglomerado de estrumes? Sim, não se choque com palavras tão diretas porque é exatamente dessa forma que pensamos quando nos decepcionamos com alguém.

Sem falar naquela sensação de atestado de burrice, aquele ligeiro sentimento de que foi um idiota por não ter percebido os sinais, o anúncio de que as coisas não era como imaginávamos.

Mas, infelizmente existem por aí muitos lobos em peles de cordeiros. Não se sinta um imbecil por ter confiado e acreditado nesses seres. Hoje em dia encontramos ótimos atores fora dos palcos, passeando pela vida real.

Eles são assim, maravilhosos na representação, perfeitos na dissimulação e incríveis na arte de enganar. E ficam melhores ainda se tiverem platéia para entreter. Quanto mais, melhor! Maior é o prazer de atuar. Isso os alimenta o ego que é extremamente vaidoso!

Com isso, chegamos a conclusão que as aparências polidas enganam. O ar de acima de qualquer suspeita, a reputação ilibada, inabalável e as atitudes politicamente corretas são engodos para lubridiar e mascarar a verdade: um caráter falho, cheio de más intenções e um conceito de moral distorcida, além de uma covardia crônica marca registrada de personalidades inseguras.

Remorso? Consciência pesada? Imagina! Pessoas assim estão acostumadas com esse espetáculo de horrores porque são centradas nas suas próprias necessidades mesquinhas de auto-afirmação. Elas só querem preencher o vazio de suas almas e continuar alimentando suas ilusões. Mal sabem que no dia que acordarem desse topor só encontrarão ruínas a sua volta.

Enfim a máscara caiu e a verdade veio à tona. Mas veja bem, a realidade bateu a sua porta, e não de toda sociedade. Por isso, não adianta apontar o dedo e dizer que o fulano não presta. Ele é um ótimo ator, lembra? Dissimulado, escorregadio, sempre sai pela tangente! É isso que o torna tão repugnante.

E o que fazer? O lobo não consegue enganar todo mundo ao mesmo tempo, o tempo todo! Portanto, não se preocupe. Os dias de cordeirinho irão acabar, pois ele não é tão esperto assim. Afinal, você já sabe quem ele realmente é. Eu também já sei. Logo, não tarda para que todos vejam que ele não vale uma nota de um real furada.

Written by Babi Arruda

10/05/2011 at 14:54

Insanidade lúcida: um ensaio sobre a loucura

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Não adianta negar, camuflar a realidade, disfarçar com palavras rebuscadas e discursos categóricos: você também é neurótico. Sim, todos nós somos doidos de pedra e sim, todos nós precisamos fazer terapia, incluindo os próprios terapeutas. Lógico, haja mente sã para agüentar tanta loucura.

É irrefutável a mania e o descontrole que temos ao criar universos paralelos em nossa mente. Uma imaginação fértil é capaz de produzir a próxima guerra mundial e iniciar de vez uma revolução armada no mundo de Pollyana.

Não quero parecer uma pessoa vazia que utiliza a insanidade humana como desculpa esfarrapada para eximir de culpa a incapacidade coletiva. Mas contra fatos não há argumentos: não usamos nem 10% de nossa capacidade mental e muito menos estamos habilitados a lidar com tamanha complexidade.

Porém, o grande barato de tudo é que somos loucos que não assumimos a nossa loucura. Inventamos regras, status e palavras para mascarar nossas neuras e se justificar perante a sociedade. Nada mais insano que isso!

Existe o universo e o universo paralelo, aquele que só a nossa imaginação conhece. Acho que se lidássemos somente com o real não suportaríamos as pressões e nem saberíamos lidar com as cobranças e as expectativas.

Apesar de parecer simples querer ser verdadeiro e tratar com a verdade é a melhor opção para a vida, pergunto eu: qual verdade é absoluta? Tudo é relativo, subjetivo, um grande superlativo das ideias originais.

Possuímos uma fábrica de ilusões e alusões em nossa cabeça. As esperanças são baseadas em conceitos pré-moldados que ao longo do tempo sofrem ajustes para se adaptar ao momento de agora. Nada é visto pela sua natureza, mas sim com uma roupagem inventada dos nossos desejos.

A necessidade é apenas um coadjuvante na história que poderá, talvez, ter sua vontade suprida. Vale lembrar que a imagem que temos de nós mesmos é distorcida e fragmentada. Numa casa de espelhos vemos nossas múltiplas personalidades tão evidentes que acreditamos serem falsas.

Debater sobre a neurose e querer entender o quanto ela está enraizada em nossas atitudes é um exercício no qual o processo é muito doloroso. Tem que ter uma mente sã (sem demagogia) para suportar as descobertas.

Mas o pior de tudo é possuir uma insanidade lúcida, aquela que corroe a alma atrás de respostas, atormenta a mente com quebra-cabeças e maltrata o coração com angústias e momentos de solidão. Um ensaio sobre a loucura. Nada mais insano que isso!

Written by Babi Arruda

27/04/2011 at 12:17

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