A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

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Buda em evolução

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Nada melhor do que fazer o que seu coração e sua alma mandam. A sensação de bem estar é gratificante. Sempre devemos conquistar as coisas com dedicação, amor e paz de espírito. Devemos parar de lutar contra nós mesmos e também de brigar por aquilo que não nos pertence.

Deixe ir, se esvair, se soltar. Não tente prender junto a si situações no qual você não pode interferir, muito menos fazer algo para mudar. O livre arbítrio é um direito de todos e você precisa respeitar esta lei de ação e reação do universo.

No dia em que nós aceitarmos que as reformas devem acontecer em nosso espírito e não tentar mudar o que não nos cabe sofreremos menos. O desapego é a melhor forma de libertação da dor. Aprendamos a viver o hoje. O que ficou no passado não nos pertence mais e o futuro é apenas uma suposição do nosso imaginário.

Lembre-se que o plantio é opcional, mas a colheita é sempre obrigatória e independente de suas vontades tudo acontecerá do jeito que tem que ser e não do jeito que você quer que aconteça. O que cabe a você apenas são as suas decisões de vibrar positivamente ou se deixar enredar por sensações negativas.

Não se apegue, não reclame, não critique. Cumpra sua passagem sem se influenciar pelas decisões alheias. Você é um ser completamente capaz e independente. Você é um ser de luz, um Buda em evolução.

Written by Babi Arruda

30/07/2014 at 17:11

Publicado em Artigos

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Desapego pelo apego

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Não sei se é descaso que tens ou indícios de loucura apenas. Uma contradição fatual de versos e gestos traduzidos em ações do cotidiano perecível. Talvez no fundo seja uma interjeição sem falácias porque este é o seu modo de acolher sonhos nunca sonhados. No mais, tudo é esquecido quando se está com os olhos abertos. Apego.

Talvez um dia sejamos mais que dois estranhos e mesmo assim não seremos o que fomos um dia. Apenas aprenderemos a ser, sem ter que ser aquilo que nossas expectativas querem que sejamos. Essa coisa de ser é muito complexa, pois implica ser real, e para ser real é preciso ser inteira e desprendida. Ser o que somos, sem sonhos, sem pretensões. Desapego.

Variações da mesma consciência traz tristeza como companheira. A cortesia deixa de ser um adjetivo e torna-se um fardo compulsório. Dizer adeus virou um cortejo para a insegurança de ser feliz. Preferiu aceitar esta sentença e viver a vida alheia. Ela machuca menos. É mais fácil do que assumir riscos. Apego.

Este limiar entre quero e não te quero faz com que a realidade seja tratada com eufemismos e que os jogos de egos e vaidades fiquem mais expostos, desnecessariamente. E ao olhar no espelho nem a si mesmo consegue enganar. Toma-se uma pílula branca antes de dormir para esquecer a covardia. Desapego.

Estava quase indo embora quando bateu de leve na porta. Não queria nada demais, apenas se fazer presente, somente um apego mórbido pela sensação de ser feliz por instantes. Adeus. Palavras mínimas que criam distâncias, gestos que traduzem reticências. Crime e castigo. Culpados e ausência de inocentes. Apego.

Gostava do apego, da comodidade de dizer que gostava de alguém. Inércia emocional. Mas desejava para aqueles instantes laços. Dizia: enlace-me ou deixe-me longe do seu sarcasmo. Enlace-me ou pare de me olhar desse jeito. Agarra-me agora, sem hesitação. Mas era adepto do efêmero, do volátil. Desapego.

Porém a vida é feita de extremos. Extremos extremamente intensos. Autênticos. As meias verdades são para aqueles que não suportam intensidade. E como dizia Clarice, não sei ser pela metade. Este é meu desapego pelo apego.

Written by Babi Arruda

07/04/2011 at 12:18

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