A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

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Os anos que a gente leva…

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Eu levei anos para curar um amor mal resolvido. Eu levei anos para entender que não se podia chorar por algo que nunca havia sido meu. Meu, assim, aquele meu de pertencer os sentidos, preencher os olhos e as falas, toda aquela conjunção cósmica de pele, sabores e amores sacrificantes. Tudo foi uma questão de perda sem ter havido soma.

Eu levei anos para entender que isso não era amor, era uma obsessão escandalosa e meretriz, que se vendia barato por qualquer afeto simples e corriqueiro. E que sem pudor se arrastava pelos cantos com olhos observantes e paranoicos evidenciando toda a tristeza do descaso para o próprio self.

Eu levei anos para acreditar que ele não me servia porque apesar de tudo eu achava que ele era perfeito e toda vez que eu olhava seus olhos queria acreditar que deveria ter para sempre aquelas promessas fúteis, aqueles apelos piegas, aquelas declarações tão insensatas na disparidade do tempo remoto.

Eu levei anos para superar a dor, a amargura, o rancor e a frieza de ter sido trocada por outra. Mais uma vez. Mais de uma vez. E mesmo com isso explícito, inexplicavelmente eu acumulava feridas a cada perdão mal perdoado, disfarçado, uma sacanagem metafórica com meu emocional.

Eu levei anos para esquecer o tanto que perdi e me recolhi pelas calçadas da vida na tentativa de entender porque me deixei ser enganada, insegura e insensata. Abusei de mim mesma com uma arrogância ingênua e burra.

Os anos que a gente leva para se olhar com olhos isentos e imparciais são cobrados em cicatrizes, lágrimas e memórias em branco e preto. Porque às vezes nos deixamos ficar mais distante que o necessário e quando voltamos não passamos de farrapos desumanos.

Mas eu curei, entendi, acreditei, superei e esqueci. Hoje são apenas fragmentos na memória de alguns anos que levei para estar aqui com minha consciência plena e feliz!

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Written by Babi Arruda

21/03/2012 at 10:08

“Tudo vai ficar bem”

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De Babi Arruda & Cláudio Marques

E no meio daquele dia cinza estava ele ali parado com seu sorriso fitando minha alma, despindo meus desejos. Não me importava mais o que acontecia a minha volta. Aquele instante era meu. Aquela vontade era nossa. Delicadamente coloria cada pedaço de meu corpo. Tocando-me sem as mãos, falando comigo em silêncio, despindo-me com olhos, devorando-me em pensamento. E eu, entregue. Distante. Mas com uma certeza: era dele.

Aquele homem me cativava, me trazia a tona toda vez que meus dilemas existenciais me colocavam em baixa. Era ele. E o melhor: ele não sabia disso.

Ele acordava comigo, passava o dia a trabalhar, jantávamos e a noite, numa sincronia perfeita, escrevíamos poesia, textos. Cartas. Líamos o mesmo livro, comentávamos sobre os personagens principais, sobre os coadjuvantes. Inseríamos nossas vidas naquelas páginas. Era fantasioso e ao mesmo tempo excitante. Deitávamos e meticulosamente nosso corpo se encaixava. Mas ele não sabia disso.

Eu existia para ele e não precisava dos meus post its para lembrá-lo. Era torturante saber que eu estava tão presente nele. Nunca fora assim. Eu sempre me deixava perdida, esquecida num canto qualquer devorando as sobras do relacionamento. Mas com ele era diferente. Era inédito, numa versão meio retrô.

Fitava seu rosto tentando decifrar o que não tinha resposta. Tentava colocar em palavras o que estava perfeito nas entrelinhas. E assim me acostumei com sua presença apenas a distância de uma respiração. Só sabia respirar o mesmo ar de um espaço encaixado entre delírios e devaneios.

Era doce dormir nos seus braços e saber que estava me acorrentando a perspectivas. Pensei muitas vezes em fugir, mas quando olhava suas covinhas, que teimosamente surgiam depois de um sorriso, desistia de qualquer plano de dominação mundial. Entregava o meu mundo sem alardes, sem diplomacia ou ordem de despejo. Simplesmente desistia de desistir.

Mesmo percebendo todo o meu embaraço desastrado de tentativas frustradas, ele fingia não entender e me dizia ao pé de ouvido: “tudo vai ficar bem”.

E no instante entre o som e o silêncio residem os sonhos e uma infinidade de palpitações. Reside eu, ele e suas covinhas.

Ah, aquelas covinhas. Tão minhas, mas apenas dele. Eu as contemplava constantemente, mesmo ele nunca as dividindo comigo. Eu acompanhava seu riso e imaginava que ria para mim.

Meu mundo que por diversas noites, dias, madrugadas fez-se tão dele continua sem rumo próprio, seguindo a esmo, procurando cruzar com aquele mundo cheio de covinhas, sorriso e doces noites acompanhada. Pode ser um sonho, mas desse sonho acordo toda manhã. A cada nova manhã, novos dias uma certeza não muda. Ele (ainda) não esta por aqui. Ainda…

Written by Babi Arruda

13/10/2011 at 09:53

Publicado em Contos

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Eu sou mais eu. E você? É mais você?

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Amores e paixões. Sentimentos intensos que desenvolvemos ao longo da vida e que fazem parte de nossa natureza, no qual sem eles seríamos vazios e sem significados. Emoções que sustentam nossa existência como seres humanos que têm como necessidade primordial: amar e ser amado.

Porém, ao pensar nesse desejo constante de amor, sempre imaginamos que esses sentimentos venham de uma terceira pessoa, mas nunca de nós mesmos para nós mesmos! E aí que está a falha para nossas carências: a falta de valorização do eu!

Quando nos amamos por completo, conhecendo nossas qualidades e acima de tudo, admitindo nossas limitações, somos capazes de amar o próximo compreendendo seus defeitos e não querendo moldá-los as nossas vontades. E a via inversa disso também é verdadeira.

O outro só pode nos dar valor a partir do momento que valorizamos a nos próprios. Não tem como exigir respeito e admiração se ao olhar no espelho não temos essa consciência lúcida de entrega. Não dá para cobrar do parceiro dedicação se não dedicamos amor ao nosso interior.

É muita estupidez não enxergarmos o brilho que irradia de nossa alma porque ele é uma centelha da luz divina e desprezando-a, estamos rejeitando o que de mais sublime existe em nós: o magnetismo pessoal, inerente a qualquer indivíduo.

Esta é uma força que faz cada pessoa ser única e diferenciada e, por conta disso, totalmente capaz de ser um agente transformador, renovador e iluminador, influenciando de forma positiva as relações interpessoais.

Porém, existe uma linha tênue entre auto-estima elevada e ego inflado. Uma coisa é reconhecer suas qualidades, amar a si próprio, se respeitar e tolerar seus defeitos. Outra é supervalorizar características, menosprezando a todos e ter a prepotência indiscutível de se achar superior.

No entanto, felizmente, pessoas que parecem um bolãozinho inflável são poucas nos dias de hoje, pois logo são obrigadas a enfrentar a realidade e migram sua forma de pensamento para uma conduta mais humilde. Sim, mantenho esta convicção de que são poucas porque muitos soberbos não passam de engodos tentando disfarçar a própria carência.

Mas infelizmente a grande maioria está sofrendo um problema crônico de baixa auto-estima, não sabendo lidar com as questões de valorização de si mesmo, extremamente essencial para a saúde emocional. Somos aquilo que pensamos e este pensamento tem que estar sintonizado com as boas energias.

A dignidade pessoal deve vir em primeiro lugar não importando o quanto desejamos ou queremos algo ou alguém. Não podemos passar por cima de valores essenciais para agradar a terceiros.

Não vale a pena se sujeitar a situações degradantes para o seu amor-próprio, que deve ser incondicional. Sua força de vontade tem que ser proporcional a sua auto-estima e ela tem que ser a mais positiva e elevada possível.

Eu sou mais eu. E você? É mais você?

Written by Babi Arruda

17/08/2011 at 11:39

Publicado em Artigos

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Pratique a cortesia

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“O escritor francês Gastón Courtois disse que a cortesia é filha do respeito ao próximo e irmã da caridade. Aquele que é cortês sabe que não é o centro do mundo, é uma pessoa que pensa nos demais e em seus sentimentos”


Hoje eu acordei pensativa, procurando algumas respostas para minhas interrogações mais angustiantes: afinal, onde está a delicadeza de palavras? Onde está a simplicidade dos gestos? Onde está a gentileza das atitudes? Onde está a cortesia nas ações?

Ao meio de tanto caos na desordem pública e na vida política, a inversão de valores é gritante aos olhos e ouvidos, no qual palavras como obrigado, por favor, com licença e desculpas ficaram obsoletas, desgastadas, para não dizer esquecidas.

Viraram lendas, contos, uma doce lembrança de que o ser humano pode ser humano com o próximo na possibilidade de transformar o dia comum de alguém em um dia realmente especial e magnífico. Um gesto de carinho virou uma necessidade latente para que a sociedade não se torne robótica e frívola.

O comportamento em sociedade se tornou mecânico e hipócrita. É seguido mais para convenções sociais do que necessariamente para uma demonstração espontânea de cuidado com a pessoa que está ao lado. Tudo é friamente calculado para quem sabe no futuro, se tirar alguma vantagem numérica num simples sorriso.

As questões de relacionamento, de interdependência são medidas no quanto de lucro pode me dar, em quantos cifrões posso colocar no meu bolso e não nas vantagens intangíveis como a proliferação do amor, a expansão do afeto e na conquista de carinho.

A grande verdade é que o mundo anda estressado e o reflexo disso são as manchetes de jornais noticiando violências e atrocidades. Muitas vezes chego a me perguntar se o bicho homo sapiens é realmente uma espécie evoluída. Para mim ela ainda se encontra num estado primitivo de consciência coletiva, um embrião a se desenvolver nas áreas de compaixão e solidariedade.

Devíamos mandar o mundo para um SPA. Sim, um lugar onde ele pudesse descansar e rever seus valores. Um espaço especializado na recuperação de pessoas perdidas em suas próprias ambições, egoísmos, vaidades e maneísmos egocêntricos. O mundo está doente e precisa recuperar seu coração, sua mente e sua alma.

Parece bobagem, mas a prática da cortesia é o primeiro passo para que consigamos resgatar um pouco de humanidade que ficou perdida no tempo. Precisamos colocar um fim na era do individualismo absoluto e aprender a compartilhar o que de melhor existe dentro de nós.

Vamos resgatar velhos clichês como Be Yourself, Don’t Worry, Be Happy, Quem sabe faz a hora não espera acontecer, Express Yourself, Viva o hoje, Just Do It e por fim, aquele especial que deveria ser um mantra em nossas vidas: Pratique a cortesia!

Gastón também escreveu: “Quando a caridade domina, a humanidade se engrandece. Quando o egoísmo reina, a humanidade se rebaixa”. Acho que está na hora de nos engrandecemos, pois senão seremos apenas seres bípedes, solitários e depressivos. Devemos deixar que o sorriso, a alegria, o desprendimento dominem nossas atitudes no dia-a-dia, transformando a convivência em um ato de prazer e não de conveniência.

PS.: Procurando uma imagem para ilustrar este texto para a prática da cortesia não consegui encontrar uma imagem decente se quer sobre a cortesia humana. Todas as imagens interessantes encontradas foram de cortesias entre os animais de quatro patas. Acho que temos muito que aprender com eles. A natureza é sábia. E nós muito burros demais!

Written by Babi Arruda

29/06/2011 at 11:26

Insanidade lúcida: um ensaio sobre a loucura

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Não adianta negar, camuflar a realidade, disfarçar com palavras rebuscadas e discursos categóricos: você também é neurótico. Sim, todos nós somos doidos de pedra e sim, todos nós precisamos fazer terapia, incluindo os próprios terapeutas. Lógico, haja mente sã para agüentar tanta loucura.

É irrefutável a mania e o descontrole que temos ao criar universos paralelos em nossa mente. Uma imaginação fértil é capaz de produzir a próxima guerra mundial e iniciar de vez uma revolução armada no mundo de Pollyana.

Não quero parecer uma pessoa vazia que utiliza a insanidade humana como desculpa esfarrapada para eximir de culpa a incapacidade coletiva. Mas contra fatos não há argumentos: não usamos nem 10% de nossa capacidade mental e muito menos estamos habilitados a lidar com tamanha complexidade.

Porém, o grande barato de tudo é que somos loucos que não assumimos a nossa loucura. Inventamos regras, status e palavras para mascarar nossas neuras e se justificar perante a sociedade. Nada mais insano que isso!

Existe o universo e o universo paralelo, aquele que só a nossa imaginação conhece. Acho que se lidássemos somente com o real não suportaríamos as pressões e nem saberíamos lidar com as cobranças e as expectativas.

Apesar de parecer simples querer ser verdadeiro e tratar com a verdade é a melhor opção para a vida, pergunto eu: qual verdade é absoluta? Tudo é relativo, subjetivo, um grande superlativo das ideias originais.

Possuímos uma fábrica de ilusões e alusões em nossa cabeça. As esperanças são baseadas em conceitos pré-moldados que ao longo do tempo sofrem ajustes para se adaptar ao momento de agora. Nada é visto pela sua natureza, mas sim com uma roupagem inventada dos nossos desejos.

A necessidade é apenas um coadjuvante na história que poderá, talvez, ter sua vontade suprida. Vale lembrar que a imagem que temos de nós mesmos é distorcida e fragmentada. Numa casa de espelhos vemos nossas múltiplas personalidades tão evidentes que acreditamos serem falsas.

Debater sobre a neurose e querer entender o quanto ela está enraizada em nossas atitudes é um exercício no qual o processo é muito doloroso. Tem que ter uma mente sã (sem demagogia) para suportar as descobertas.

Mas o pior de tudo é possuir uma insanidade lúcida, aquela que corroe a alma atrás de respostas, atormenta a mente com quebra-cabeças e maltrata o coração com angústias e momentos de solidão. Um ensaio sobre a loucura. Nada mais insano que isso!

Written by Babi Arruda

27/04/2011 at 12:17

Pacote completo

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Nós seres humanos temos uma tendência crônica de super valorizar os defeitos e menosprezar as qualidades. Tudo incomoda, irrita ou não é de bom tom. Esquecemos que quando gostamos de uma pessoa, gostamos com tudo dentro, do pacote completo porque não é somente as coisas boas que faz daquele indivíduo alguém tão especial para nós.

Mas numa era onde tudo é pra ontem e a ordem é tolerância zero algumas pequenas atitudes que vai contra nossos hábitos é o motivo para se iniciar a terceira guerra mundial e fazer do termo boa convivência apenas um clichê politicamente correto.

A capacidade de cada um olhar para dentro de si e fazer uma auto-análise é praticamente nula, pois criticar o amigo, o parente, o namorado (a) é muito mais simples do que enxergar as próprias limitações e pior, é mais prazeroso do que procurar compreender e relevar.

Pra que perdoar se eu posso magoar? Pra que apaziguar se eu posso criar intrigas? Pra que me esforçar um pouco e tentar entender que o meu amigo também é um ser humano e que por muitas vezes também atura minhas esquisitices?!

Por isso, o relacionamento interpessoal está cada vez mais complexo no século 21. Não existe mais a boa conversa, o prazer de reuniões entre amigos, tudo fica limitado a tela de um computador ou aparelho celular.

È muito mais fácil hoje em dia você criar vínculos com alguém no Twitter, Facebook, Orkut ou pelos serviços de mensagens instantâneas do que com seu vizinho de porta, no qual você esbarra no corredor todos os dias quando vai trabalhar e não dá nem bom dia.

As pessoas estão esquecendo da cortesia, do viver bem e feliz, de sorrir todos os dias. Ninguém se empenha em melhorar, evoluir. O mais cômodo é dizer que o outro que está errado e ponto final.

Lembre-se que o que você é hoje, o caráter que você tem, o que modelou sua personalidade foi um apanhado de ações e reações que sucederam ao longo de sua vida, inclusive seus defeitos. Não existe acerto sem o erro. Não existe a perfeição além da divina. Ainda não existe no mercado pessoas só feita de qualidades ou só de defeitos. O pacote é completo.

Não cabe a ninguém criticar, mas sim a resignação de procurar entender o amigo, o pai, a mãe, o namorado (a) que por sua vez contribui com sua parcela de tolerância para compreender que você também não é perfeito, mas que não deixa de ser aquela pessoa tão especial e iluminada.

Written by Babi Arruda

12/04/2011 at 11:55

Desapego pelo apego

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Não sei se é descaso que tens ou indícios de loucura apenas. Uma contradição fatual de versos e gestos traduzidos em ações do cotidiano perecível. Talvez no fundo seja uma interjeição sem falácias porque este é o seu modo de acolher sonhos nunca sonhados. No mais, tudo é esquecido quando se está com os olhos abertos. Apego.

Talvez um dia sejamos mais que dois estranhos e mesmo assim não seremos o que fomos um dia. Apenas aprenderemos a ser, sem ter que ser aquilo que nossas expectativas querem que sejamos. Essa coisa de ser é muito complexa, pois implica ser real, e para ser real é preciso ser inteira e desprendida. Ser o que somos, sem sonhos, sem pretensões. Desapego.

Variações da mesma consciência traz tristeza como companheira. A cortesia deixa de ser um adjetivo e torna-se um fardo compulsório. Dizer adeus virou um cortejo para a insegurança de ser feliz. Preferiu aceitar esta sentença e viver a vida alheia. Ela machuca menos. É mais fácil do que assumir riscos. Apego.

Este limiar entre quero e não te quero faz com que a realidade seja tratada com eufemismos e que os jogos de egos e vaidades fiquem mais expostos, desnecessariamente. E ao olhar no espelho nem a si mesmo consegue enganar. Toma-se uma pílula branca antes de dormir para esquecer a covardia. Desapego.

Estava quase indo embora quando bateu de leve na porta. Não queria nada demais, apenas se fazer presente, somente um apego mórbido pela sensação de ser feliz por instantes. Adeus. Palavras mínimas que criam distâncias, gestos que traduzem reticências. Crime e castigo. Culpados e ausência de inocentes. Apego.

Gostava do apego, da comodidade de dizer que gostava de alguém. Inércia emocional. Mas desejava para aqueles instantes laços. Dizia: enlace-me ou deixe-me longe do seu sarcasmo. Enlace-me ou pare de me olhar desse jeito. Agarra-me agora, sem hesitação. Mas era adepto do efêmero, do volátil. Desapego.

Porém a vida é feita de extremos. Extremos extremamente intensos. Autênticos. As meias verdades são para aqueles que não suportam intensidade. E como dizia Clarice, não sei ser pela metade. Este é meu desapego pelo apego.

Written by Babi Arruda

07/04/2011 at 12:18

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