A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Archive for the ‘Série 7 Pecados Capitais’ Category

Os 7 Pecados Capitais

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irainvejagula

 

 

 

 

 

 

 

 

 

avarigeslothlust

 

 

 

 

 

 

 

 

 

vanity

Marta Dahlig é uma talentosa artista polonesa que trabalha com pintura digital. Seus trabalhos são cheios de detalhes e percebe-se claramente tratar-se de uma perfeccionista. Cuidadosa ao extremo, Clackeri, como é conhecida, tem em seus trabalhos, cores exuberantes e vivas e uma diversidade imaginativa sem igual.

Neste trabalho de 2006, a artista nos traz a sua visão dos sete pecados capitais.

Fonte: Wikipedia

 

*Publicado em 01/05/2009

Written by Babi Arruda

26/10/2009 at 16:36

Solidariedade cifrada

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solidariedade

“De acordo com a definição usual, valores imateriais como a inteligência, cultura, arte, beleza e amor não existem para o avarento, pois tais elementos são abstratos e não podem ser convertidos em dinheiro”

  

Money, money, money…money makes the world go around, world go around…e assim caminha a humanidade, seja ela de primeiro, de segundo ou de terceiro mundo. Tudo é uma questão monetária, fundiária, latifundiária, agrária…enfim, o peso das coisas é medido por cifras verdinhas e não por valores intangíveis que constroem a personalidade de uma pessoa ética.

 

Pois afinal, o que é ética nos dias de hoje?! O que vale mais, a complexidade de uma verdade sem retorno ou a simplicidade de uma mentira lucrativa?! Estamos na era da sociedade do ter e não do ser. E o pior, ter sem compartilhar!

 

O absolutismo das idéias em relação ao poder econômico já ultrapassou a visão dos mais pessimistas marxistas, o que dirá dos ingênuos otimistas que ainda acreditam na solidariedade humana?! É só olhar as manchetes dos jornais todos os dias e deparar com a triste realidade da pura falta de generosidade.

 

E quando falo em generosidade, não falo somente na distribuição de dinheiro, mas também do alimento principal das relações humanitárias que é o amor, a compaixão ao próximo, o sentimento de caridade que faz de você uma pessoa melhor.

 

O mundo está carente não só de soluções econômicas para balancear a desigualdade financeira entre os povos, mas também de ações mais ostensivas para erradicar o excesso de egoísmo e mesquinhez que toma conta da alma coletiva planetária. Estamos ficando doentes e cada vez mais sozinhos!

 

Sim, sozinhos, solitários, pois o avaro só tem a própria ganância como companhia e vou dizer que esta parceira cobra um preço muito alto pelos seus serviços. Ela não admite concorrentes nem colaboradores. Ela elimina todo e qualquer sentimento que possa fazer seu hospedeiro dividir sua atenção.

 

Talvez não sejamos avarentos a vida inteira, mas existem certos momentos em que nos tornamos avaros. Um dos maiores exemplos disso é o divórcio. Sim, o tão temido divórcio litigioso. Esse é o preferido! Nessa hora, amor, respeito, bom senso e solidariedade são esquecidos num piscar de olhos.

 

Quando se coloca na mesa os bens construídos durante uma vida inteira, a ganância trata logo de fazer conchavos com dois colegas chamados rancor e mágoa. Eles são péssimos conselheiros e adoram causar intrigas e confusões.

 

E com isso, aquela mão amiga que dá o afago carinhoso vai desaparecendo nas relações interpessoais. Os olhares se tornam frios e distantes. As pessoas viram meras estranhas, estrangeiras dentro das próprias casas. O cotidiano passa a ser um bom dia gélido e um boa noite seco. As palavras consoladoras desaparecem dos dicionários amorosos e o abraço aconchegante vira um artigo raro, dado somente no seu travesseiro de penas de ganso importadas.

 

*Publicado em 25/04/2008

Written by Babi Arruda

26/10/2009 at 16:18

A donzela invisível

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gulab

Hum, que delícia um chocolatinho quente naqueles dias frios ou então aquela caixa de bombons no famigerado período da TPM. Também tem aquela deliciosa feijoada no sábado à tarde no boteco de esquina junto com os amigos e umas caipirinhas. Pensando melhor, tem aquelas panquecas no almoço de domingo feito pela mamãe que para arrematar o dia, ainda faz aquele pavê de chocolate (é claro!) que é uma loucura.

Nossa, devo ter engordado uns 10 kg somente para escrever este parágrafo. No final do artigo vou estar parecendo a Dona Redonda porque não existe um pecado mais “pecaminante” que a gula. Ela está no dia-a-dia de qualquer pessoa, de qualquer classe social ou faixa etária.

Ela é tão recatada que muita gente esquece que ela existe! Ela está ali, no cotidiano, convivendo intimamente com cada um. Costumamos não dar ibope para esta donzela invisível, e é nisso que ela tira seu proveito. É aí que ela ganha peso!

Sabe aquele desejo desenfreado por alguém ou aquela vontade louca de ter alguma coisa?! Então, isso é a cobiça obsessiva, o alter ego da gula. Sim, pois ela não é só desatinada por doces e pastéis suculentos, mas também por querer ter aquilo que está além de sua jurisdição.

É a famosa donzela que não está contente com que tem, nunca está satisfeita com as coisas e as pessoas. Sempre ávida, sempre sedenta, vivendo na açucarada ilusão de querer mais do que necessita para viver, seja esse anseio por comida, bens materiais ou sentimentos.

Por isso, devemos tomar muito cuidado com o termo egoísta, pois ele não é simplesmente o adjetivo no qual te torna mesquinho, mas sim um cobiçador. Pessoas egoístas não têm repulsa somente em compartilhar aquilo que tem, elas também têm ojeriza a se contentar com que possui, buscando por algo a mais, podendo até esbarrar na prima de primeiro grau: a inveja fura olho!

Existe uma linha tênue entre determinação e obsessão, não porque somos ignorantes e desconhecemos o significado das palavras, mas porque preferimos cobrir os olhos com o véu do eufemismo para os nossos defeitos ou então mascaramos sua conotação para nos sentirmos menos culpados.

Desejo insaciável é a definição mais coerente para a gula, pois reflete exatamente o sentimento humano da insatisfação. E depois de muito pensar chego a conclusão que toda a humanidade é insatisfeita, salvo raríssimas exceções como Gandhi, Sidarta Galtama e Jesus Cristo.

Como eu adoro ditados populares vai mais um para enriquecer este artigo: Quem tudo quer nada tem! Uma frase simples, normal, sem rebuscamentos, firulas e rapapés traduzindo toda a complexidade do termo gula e ampliando de forma generosa suas subdivisões e oscilações.

E digo mais: a culpa é do sistema! A culpa é dos marketeiros, dos publicitários e também porque não dos jornalistas?! Sim caros leitores, são eles os culpados, os responsáveis por esta imagem do ter ao invés do ser. Jogam diariamente nas nossas mentes o quanto podemos adquirir sem ao menos termos a necessidade de consumir.

Essa mídia barata, quer dizer, milionária que atrofia nosso bom senso e ridiculariza nosso julgamento. Este “cirque de soleil” de informações subliminares que invadem nossa casa, nosso coração, nossa alma distorcendo valores e camuflando a realidade.

“Bebida é água, comida é pasto. Você tem sede de que?! Você tem fome de que”?! Por isso, coma chocolates minha pequena, se lambuze, se enfastie, se delicie, mas assuma sua gula em todas as suas vertentes, pois os marketeiros são lobos maus, mas você também não é nenhuma donzela virginal.

*Publicado em 05/04/2008

Written by Babi Arruda

22/10/2009 at 01:07

A saga do 18º andar

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raiva

Bom dia!

– …….

– Eu disse bom dia?!?!

– Bom dia por quê?!

– Oras, como assim?! Bom dia, princípio básico da educação!

– Rá, quanta balela! Você nem vai com minha cara seu otário. Vai ver se eu estou na esquina ao invés de tentar ser cordial para pagar um sapo.

– Nosso quanto mau humor! Vai procurar uma terapia!

– E você vai procurar um escudo ou um abrigo para eu não te quebrar a cara seu estrupício. Mais que saco meu, vai procurar o que fazer e me deixa em paz!

– Quer saber, vai pra &@*/”%

– Vai você seu pau no *%#$


Familiar o diálogo acima?! Quantas vezes não perdemos a cabeça por tão pouco?! Quantas vezes já não acordamos irritado, mau humorado, irado e com vontade de bater no mundo inteiro?! Parece que o universo está assim ultimamente, tolerância zero e agressividade a mil. Vivemos na era do stress. Agora é chique ser revoltado, dá status, está na moda.

Muitas coisas deixam a gente nervoso, quer só um exemplo: família! Ahhh, não há nada mais estressante que uma boa e velha família. Todo dia, as mesmas reclamações, as mesmas promessas, as mesmas mágoas. A arte da boa convivência! Quer coisa mais difícil que isso?! É aquele pai que pega no pé, aquela irmã egoísta ou então aquela mãe que não parece mãe e sim sua filha!

Putz, como isso me dá bronca meu Deus do céu! Fala sério! Não dá vontade de mandar tudo pro espaço?! Tem como ficar em estado de nirvana convivendo com pessoas completamente diferentes de você?! Sem nenhuma briguinha ou milongas?! Você tendo que aturar aquele ser que não entende o que significa viver em comunidade?! Eu fico muito “p” com isso!

E aquele zé ruela que trabalha com você hein?! Você lá, atolado de trabalho, com deadline pra ontem e o dito cujo diz assim: Será que você poderia me entregar aquela planilha de custos? É que preciso fazer o relatório para daqui a UMA SEMANA. Você responde: Agora não dá. Vou entregar assim que for possível!!!

Mas ele insiste, perturba e você explica o que é um belo e sonoro não. Mas o viado tem problema de ouvido sabe e continua: Olha, não sei como você costuma trabalhar, é que eu gosto de fazer as coisas com antecedência….e antes mesmo dele terminar a frase você perde a paciência e grita: @*&$% você não tem o que fazer não?! E o cara ainda te responde: você precisa fazer uma reciclagem e aprender a trabalhar em equipe em prol…blá…blá…blá…nesse momento você não consegue mais assimilar o que seu colega está dizendo e se imagina pegando a cadeira e arremessando na cabeça dele.

Outro dia estava eu sossegada no meu escritório (eu trabalho no 10º andar…DÉCIMO andar!) quando entra um rapaz e diz: Moça, aqui é uma empresa de cobrança? Não senhor, essa empresa fica no 18º andar. Minutos de silêncio! Pronunciamento: e onde que é isso? Eu começo a ficar um pouco rosada: é no 18º andar senhor! Resposta: então eu tenho que descer? Com os olhos avermelhados respondo: não senhor, o 18º fica acima, nós estamos no 10º andar!!! E a melhor fica para o “gran finale”: mas onde fica o DÉCIMO DEZOITO ANDAR (sic)?!

E para encerrar o expediente: Boa tarde, ligaram para mim e pediram para eu vir aqui no 18º andar para pagar o carnê do carro. Ainda olhando para o micro disse: senhor, aqui é o 10º andar e eu não liguei para o senhor. Então moça, eu acabei de sair do 8º andar, só pode ser aqui! Tentando colocar em prática o yama Ahimsa (não violência de ações e palavras) respondo: senhor aqui é o 10º andar, a empresa que o senhor procura fica no 18º andar. Hum…é dois andares para baixo então?! Não senhor, é PARA CIMA…OITO ANDARES PARA CIMA!!! E ainda ajudei contando com os dedinhos!!!

Por isso, posso dizer com toda convicção que a ira é o meu pecado capital predileto, pois viver no Brasil e ver toda essa imbecilidade coletiva, esse emburrecimento social, essa atrofia de idéias e ações e não ficar muito puto da vida, só sendo Buda! Viva a tolerância zero!

*Publicado em 27/03/2008

Written by Babi Arruda

22/10/2009 at 00:55

Ode ao uso do colírio light

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LauraSchleicherb

Outro dia encontrei com uma antiga amiga, a Jurema, no ponto de ônibus. Achei estranha esta cena, pois ela sempre teve carro, de preferência o modelo do ano, coisa e tal. De qualquer forma, a saudade era maior e fui cumprimentá-la. Jurema, quanto tempo, como está a vida?! Tudo certinho com você?!

Ao me ver, um misto de emoção e espanto passou pelos seus olhos marejados e no instante seguinte ela veio ao meu encontro e me deu um abraço apertado, sufocante e enigmático, e respondeu:

Ai amiga, tudo péssimo! Minha vida acabou! O mundo desabou em minha cabeça! Perdi namorado, emprego, carro, amigos, meus sapatos exclusivos do Fernando Pires e meu apê de frente para a praia. Tudo por causa do olho gordo!

Calma Jurema, mais devagar, sente-se aqui. Vou comprar um copo d’água. Você está trêmula! Pronto, beba isto. Agora explique esta história direito. Como assim perdeu tudo devido a olho gordo?!

Olho gordo menina! Mal olhado, ziquizira, dor de cotovelo, inveja!!! Eu tinha uma vida ótima, um emprego maravilhoso no qual ganhava 20 mil ao mês fora premiação, um namorado loiro, lindo, de 1,85 m, roupas de marca, apartamento luxuoso, viagens, um corpo escultural e tudo isso foi por água abaixo por causa do olho gordo da Tininha. Lembra dela? Aquela minha vizinha e colega de trabalho loira, mocréia invejosa fura olho!

Ela secou tanto a minha vida, queria tanto tudo que eu tinha que acabou conseguindo. Hoje ela está morando no meu antigo apartamento de frente pro mar junto com o meu ex-namorado e com o cargo que era meu na empresa onde trabalhava. Esta vampira sugou todas as minhas energias e minha fé na humanidade.

Você me conhece amiga, nunca desejei mal a uma mosca, nunca quis nada que não fosse meu. Sempre procurei ser generosa com as pessoas e tratá-las com dignidade e respeito. Sempre atuei pelo Greenpeace, fui contra o projeto de transposição do Rio São Francisco e não votei no Lula. Agora me explica por que tudo isso aconteceu comigo?! Que mal fiz ao universo para ele conspirar contra minha pessoa tão boazinha?!

Diante de tamanhas revelações inescrupulosas e até mesmo surpreendentes, vi-me obrigada a consolar aquela velha amiga que passava por um momento tão delicado, mas honestamente eu não sabia o que falar. Dizer a ela que tudo não passou de mera coincidência, que foi um revés da vida ou então que a posição dos planetas não estava ao seu favor não era aceitável. Não, eu não podia falar isso! A culpa era sim da Tininha e da energia negativa que ela carregava!

A inveja é um dos piores sentimentos que um ser humano pode sentir. Ele contamina e suga tudo que existe de positivo a sua volta. É praticamente um atestado de incompetência, de fracasso, de frustração, um “q” de inadimplência com os próprios objetivos e propósitos. É uma cobiça desenfreada, um desejo mórbido de possuir o que não lhe pertence. É por fim a tragédia grega contemporânea, a epidemia da sociedade moderna!

Bom Jurema, você não pode se abalar. Tem que levantar a cabeça, dar a volta por cima e seguir em frente. Você é capaz e irá recuperar tudo que conquistou ao longo dos anos árduos de trabalho. Talvez não o namorado, é lógico, porque esse pelo jeito não presta, tem que mandar passear mesmo!

Ahhh amiga, não se preocupe, já estou mexendo meus pauzinhos e acho que arrumei uma solução para os meus problemas com olho gordo. Impressionada com a afirmação perguntei: É mesmo? Como?!

Terreiro da Mãe Joaninha de Ogum. Tiro e queda menina! Nenhuma CPI me derruba! Estou indo agora lá para fechar meu corpo, fazer alguns trabalhos de abertura de caminhos, limpeza espiritual, proteção contra mal olhado, desobsessão de espíritos atrasados e mandinga de amor.

E funciona?! Olha, se funciona eu não sei, mas que a Tininha vai ficar algumas noites sem dormir quando descobrir que coloquei o nome dela na boca do sapo, a isso vai!

*Publicado em 13/03/2008

Written by Babi Arruda

22/10/2009 at 00:36

Do beco as baladas

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Por Rita Cássia de Oliveira *

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Luxúria, ah a luxúria. Quem nunca cometeu esse pecado?

Ela está em toda parte, mesmo que camuflada nos atos comportados ou nas ações puritanas das pessoas. Ela é sem dúvida poderosa e convincente, mesmo porque desperta os instintos carnais, aqueles que fazem qualquer um perder a cabeça, se esvair no prazer, arrepiar a coluna e confundir a mente.

O imperador romano Calígula é o retrato exato do que a luxúria pode representar: o excesso. Como ele, esse pecado envolve o sexo, a soberba e o uso do corpo como instrumento único de prazer.

Mas, devidas às proporções, a luxúria pode também ser algo produtivo, apesar de seu título. Isso porque um pouco dela faz a vida humana ter mais sentido. Talvez negar que já a praticou seja um pecado ainda maior.

Nos primórdios a luxúria era teoricamente vivida nos becos, lugares ermos e à margem da sociedade. Hoje ela permeia qualquer baladinha básica. Muitos a usam sem critério, porém outros as têm como instrumento inigualável de prazer.

No ato de fazer sexo ou de fazer amor, por exemplo, a luxúria é indispensável. É ela quem conduz o ato ao clímax, pecaminoso e delicioso. É nela que nos apoiamos para justificar os orgasmos e loucuras e ainda assim sairmos leves e satisfeitos.

Como muitos conceitos, a luxúria é subjetiva e é, sem dúvida, um sentimento egoísta, mas, sobretudo humano. Talvez pela cultura ocidental e católica, senti-la em silêncio é ainda mais prazeroso. Conheço pessoas que negam e juram de pés juntos que nunca a praticaram. Então o que significa aquela atração irresistível, aquela sensação de que vai morrer se não tocar, sentir a pele, o olhar? É…sim, é ela!

Acredito que muitos irão ler esse artigo e a princípio discordarão de minhas palavras. Mas, quando aquele pensamento surgir (aquele que ninguém saberá), minhas frases já não serão tão sem sentido assim. Deixo claro que não estou aqui para incentivar o pecado, mas constatar que ele é inevitável e faz parte da criação do ser humano, negá-lo é dizer que se faz parte de uma outra espécie qualquer.

* Rita Cássia de Oliveira é jornalista e atualmente é chefe de reportagem do Jornal Vicentino

*Publicado em 07/03/2008

Written by Babi Arruda

22/10/2009 at 00:19

A última bolacha do pacote

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bolacha

Quando penso que já vi de tudo nessa vida, sempre aparece alguém com atitudes que deixaria qualquer malandro de cabelo em pé. E vou dizer que ultimamente não são poucas as coisas que tem me surpreendido: uma falta de bom senso, uma falta de bom gosto, uma falta de boa vontade, enfim, muita falta de vergonha na cara!

 

As pessoas vivem como se fossem seres únicos dentro desse imenso universo. O resto da humanidade é um simples acessório, adereço decorativo que só existe para fazer número. Elas simplesmente se acham à última bolacha do pacote. Isso mesmo, aquela bolachinha recheada, única e por isso, a mais gostosa.

 

Sem a mínima noção de espaço, elas só conseguem enxergar até os limites do próprio umbigo, não se importando com o mundo a sua volta. Fazem o que querem sem dor na consciência, quer dizer, sem consciência porque a última coisa que essas pessoas têm é crise sentimental. Elas ficam tão submersas na própria soberba que sentimentalismo é clichê barato de gente chata.

 

Esses indivíduos ao nascerem deviam receber uma placa de aviso com os seguintes dizeres: “Cuidado para não tropeçar….no próprio orgulho”! Pois é, como diz o velho ditado, quanto maior é a altura, maior é a queda! Elas vivem num universo paralelo, cheio de ilusões, fantasias criadas por uma mente frágil e infantil.

 

Infelizmente elas sofrem muito ao longo da vida quando simplesmente descobrem que não são o supra-sumo do momento. E quando isso acontece, ai meu Deus do céu! Minha Nossa Senhora Maria José! Como pode ser?! Tem certeza seu moço?! Não sou a sensação do momento?! Eu, uma diva (o) mega star internacional?! Ahhh acho que o senhor está enganado!!!

 

A realidade é inaceitável, a verdade um paradoxo e a lógica uma metáfora. Esse é o preço da vaidade, esse é o cotidiano da prepotência!

 

E lhe dar com essas pessoas no dia-a-dia é uma missão que nem o Exterminador do Futuro aceitaria! Uma luta árdua que se bobear o Balboa perde por pontos! Muito sério isso! Não existe nada pior que a ignorância para com o próximo, com o achismo de se achar o melhor, o irrepreensível, o mais correto, acima do bem e do mal.

 

Ninguém está livre de erros e equívocos. Faz parte da natureza humana errar, cair, se levantar e aprender de novo aquilo que não foi assimilado na primeira aula. O orgulho não faz com que você aprenda a lição, ele só aumenta sua tarefa de casa!

 

Por isso, não adianta olhar de cima para baixo, apontar o dedo no nariz ou simplesmente criticar o que o vizinho faz ou deixa de fazer. É necessário destruir as ilusões e se livrar do que existe de caquético dentro de nós! Infelizmente, só não consigo deixar de sentir pena e uma tristeza profunda pela forma que as bolachinhas recheiam suas vidas.

 

E agora a verdade nua e crua, sem máscaras, fetiches e pleonasmos: aos orgulhosos fica na boca o sabor amargo de solidão e desespero. Aos soberbos o vazio das palavras. Aos prepotentes a certeza de serem medíocres e aos vaidosos a futilidade de uma beleza decadente.

 

*Publicado em 29/02/2008

Written by Babi Arruda

21/10/2009 at 19:40

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