A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Ausência de medo nos torna livres ou prisioneiros?

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“O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente” (Wikipédia)

O que é o medo? Você tem medo do que? Como se controla essa sensação de impotência perante alguém ou uma situação? Como classificar ou pior, como simplesmente admitir nossas fraquezas ferindo nossa vaidade de autocontrole?

Eu também não tenho todas essas respostas. São questões delicadas demais para ter uma opinião sólida e totalmente formada. Seria muita arrogância de minha parte sentenciar uma verdade absoluta em relação a um sentimento tão difícil de ser explicado, porém facilmente compreendido, afinal, todos nós temos medos.

Há quem diga que ele deve ser eliminado, dizimado. Uma vez ouvi a seguinte frase: “A ausência de medo nos torna livres”. Analisando essa afirmação, a que conclusão podemos chegar? Que o medo é um inibidor, um limitador de ações, pois com ele não progredimos, paralisamos frente a uma situação.

Já sem ele seríamos capazes de ultrapassar barreiras, alcançando novos patamares de consciência plena e satisfação pessoal. Sim, uma liberdade total de pensamentos e atitudes visando unicamente nosso bem-estar, sem as limitações criadas pelo nosso próprio medo.

Como seríamos mais felizes se perdêssemos o medo de tudo e enfrentaríamos tudo sem medo de nada. Que sensação maravilhosa se sentir livre de qualquer medo que limite nossos desejos! Acabar com todos os temores e ter somente a convicção de fazer o que devemos fazer sem receios ou argumentações hipócritas.

Isso seria o ideal se não fosse por um único detalhe: a ausência total de medo é prejudicial a nossa sobrevivência. Não tem como viver desprovido dessa sensação que auxilia a nossa consciência vital de preservação. Não dá para viver sem medo! Esse botãozinho tem que estar sempre ligado para o nosso próprio bem.

Imaginem só se não tivéssemos medo do bandido, de fogo, de eletricidade, de adoecer etc. Com certeza seríamos um coletivo insano e inconsequente, vivendo de forma imprudente (não que já não façamos isso!). Mas, a subtração desse sentimento em nossas vidas nos faria prisioneiros da prepotência de nossos egos.

Sentir medo não é fraqueza. É ser consciente do nosso poder de ação, até onde podemos ir. Quando ele te paralisa e bloqueia, se torna uma doença: um pavor ou uma fobia. Isso sim deve ser evitado porque suprime os efeitos positivos de um sentimento que tem um conceito negativo na sua origem, mas não totalmente na sua atuação. Podemos dizer que é um mal necessário.

O que deve existir é um equilíbrio ou no mínimo, um controle. Saber balancear o medo nos diversos momentos da vida. Agir com prudência, mas sem ignorar a coragem de tomar uma resolução difícil. Enfrentar as conseqüências sem medo de retaliações. Porém, ao mesmo tempo, temer certas forças que impulsionam a razão pela qual estamos aqui.

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Written by Babi Arruda

21/09/2011 às 14:27

7 Respostas

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  1. Estive a pensar sobre isso esses dias.
    Para um bebê seria melhor ensinar a precaução/a consciência do que o medo?

    O medo patrocinado pela religião é o mais prejudicial experimentado por mim.

    Babi, tou sempre por aqui. Geralmente dia sim e outro também.

    • O medo deve ser sempre calculado, em todos os aspectos, inclusive o religioso 😉

      Geralmente te acho gentil, um dia sim outro também 🙂

      Babi Arruda

      21/09/2011 at 17:32

  2. Babi! E voce divaga hein mulher! Sentar contigo numa mesa de bar deve ser algo fantástico. Adoro questionamentos assim. Ainda mais quando tem fundamento, base e uma conclusão. Pra mim, temos que encontrar um ponto de equilíbrio. Nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Não somente com o medo, mas com todos os sentimentos.
    Um equilíbrio é o que nos coloca no prumo.

    Cláudio Marques

    21/09/2011 at 17:26

    • Hahahaha meus devaneios querido. Isso é coisa de gente neurótica. Meu psicólogo que o diga kkkkk

      O equilíbrio é uma das coisas mais utópicas da humanidade. Pense nisso 😉

      Beijão

      Babi Arruda

      21/09/2011 at 17:34

  3. Babi, faz um tempinho que escutei uma frase mais ou menos assim: “Medo, controlado, é útil”. Aí fiquei pensando como se controla o medo. É possível?

    Talvez sim, talvez não…é uma boa pergunta que rende muitas linhas em resposta(s). Sei que há cientistas trabalhando nisso. O objetivo não é “acabar com o medo”, e sim entender e produzir meios para tratar alguns transtornos causados pelo medo, como fobias.

    E há quem procure auxílio da terapia para ao menos minimizar as limitações sociais que o medo em excesso – que pode gerar uma fobia – podem causar. Terapia, meditação… o que for. Mas o que vai ajudar mesmo a controlar (?) o medo é a confiança: confiar no próprio potencial, na capacidade de superar crises – se as pessoas são capazes de superarem crises emocionais, por que não seriam capazes de superarem certos medos?

    (Mas tem um medo difícil de ser superado e que gera traumas terríveis, causando crises imensas: medo de Libertadores. Tem um time aí que sofre muito deste mal, tadinho…hahahahahahaha 😛 )

    Beijo!

    Jaime Guimarães

    22/09/2011 at 12:54

    • Medo…palavrinha controversa né amigo? O que é controle e equilíbrio nessa vida? Se tiver uma resposta me conta por favor 😉

      Beijão

      Babi Arruda

      28/09/2011 at 13:43

  4. O medo é sintoma de não-saber, da insegurança. E cabeça vive querendo controle, o conhecido, o quarto claro antes de dormir. E como todo sintoma, aponta. Aos limites da Alma, que por ser limite, serve pra ser atravessado. O que talvez nos torne prisioneiros seja o medo de ter medo…

    Guilherme Antunes

    09/03/2012 at 13:11


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