A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Fiscais da felicidade alheia

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Tem algumas pessoas que simplesmente têm medo. Sim, medo de viver, de arriscar, de explorar suas vontades e correr atrás dos seus desejos. Ao invés disso, elas preferem monitorar a vida alheia, apostando todas suas fichas na maledicência, na discórdia, na intriga e no leva-e-traz.

Como não estão satisfeitas com que tem, inertes as ações que poderiam lhe beneficiar, preferem transformar a vida alheia numa novela interativa, dando pitacos e facilitando situações de desconfiança e constrangimentos. E lógico, adoram proliferar informações duvidosas.

Geralmente possuem o título de guardiãs da moral, dos bons costumes e das normas de conduta. Gosto de chamá-las de fiscais (recalcadas) da felicidade alheia ou fofoqueiras, pessoinhas frustradas e infelizes em relação as suas próprias realizações e por isso gostam de viver a vida dos outros. Vazias na essência, maledicentes por opção.

Elas usam isso como uma válvula de escape, uma fuga inconsciente das situações reais. Desiludidas com sua própria história e idealizações, elas projetam no vizinho o estereótipo de modelo ideal e passam a acompanhar o outro como um enredo de novela, só que de uma forma amarga por não conseguir se projetar naquilo.

É muito triste perceber que a cada dia mais pessoas se encontram dentro desse pensamento medíocre e limitado. Elas vivem no total desrespeito pela existência alheia se atendo ao passos do que acontece ao seu redor, mas nunca prestando atenção nas suas próprias atitudes.

Mesmo porque elas não conseguem enxergar suas ações por desprezá-las como um fato. Elas rejeitam o que são e transferem essa relação amargurada para a crítica a terceiros, ainda quando não chegam num estágio pior de criar atritos para que todos sejam infelizes como ela.

Pessoas assim são cânceres sociais porque não produzem nada de positivo. Prejudicam elas mesmas por atrair energias negativas, ficam estagnadas na ignorância e de quebra ainda atrapalham todo o resto com suas inversões de valores.

O que fazer com elas? O melhor conselho que posso dar é assim que você identificar alguém dentro desses padrões mantenha-na bem longe de sua vida e de seu convívio. Não há nada de errado em querer evitar stress desnecessário. Isso é uma escolha consciente e inteligente para te proporcionar qualidade de vida.

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Written by Babi Arruda

14/09/2011 às 16:18

10 Respostas

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  1. Adorei o texto!!!!!!!!!

    Sofro com isso faz tempo já … sempre tem alguém, ou sempre o mesmo ser cara de pau ~~monitorando~~ a minha vida, esse tipo de gente não vive, apenas vegeta … e não tem noção do mal que faz a si próprio quando deixa de viver a sua vida para viver cuidando da vida das pessoas ao seu redor, isso é muito triste, mas só podem melhorar e serem ajudados quando o primeiro passo fora desse ciclo vicioso de fofocas e etc, for dado …..

    😉

    animadissima

    14/09/2011 at 16:52

    • O primeiro passo é não dar valor a pessoas assim. O segundo é viver feliz 😉

      Beijão

      Babi Arruda

      15/09/2011 at 10:28

    • EU QUE O DIGA, POR ISSO TUDO ACIMA REAL, SOFRO ESSA PERSEGUIÇÃO DE MONITORAMENTO PELO UM PSICOPATA…

      REGINA MARROM

      mar_rom_b@hotmail.com

      13/02/2015 at 09:58

  2. “Vade retro Satana!”

    Observações perfeitas, tia!
    Tá ficando cada vez mais centrada, hein? ^^

    Flah Queiroz

    15/09/2011 at 08:52

    • Centralização tem a ver com felicidade sobrinha ^.^

      Beijão

      Babi Arruda

      15/09/2011 at 10:30

  3. Babi, ultimamente encontramos livros e livros com o tema “vampiros”. No entanto as pessoas mal sabem que lidamos com vampiros diariamente, mas ao invés de sugarem sangue estes tentam sugar a nossa energia, a nossa auto-estima, a nossa vida.

    Talvez por inveja, talvez por recalque, enfim, seja lá qual o motivo estes “vampiros” estão alertas aos nossos passos, comportamento, vestuário, gestos, tudo o que fazemos. E já reparou que adoram “aconselhar” sempre com algum sarcasmo? Este aconselhamento não visa ao bem, serve apenas para demonstrar alguma superioridade ou plantar a sementinha da dúvida, da discórdia…

    Se não temos alho e uma estaca de madeira 🙂 para afugentar esses “vampiros”, criemos nossos métodos para nos afastarmos deles e impedir que nos prejudiquem. E bloquear essas energias ruins, né?

    Bjs! É sempre muito bom ler o que escreve 🙂 Nem pense em parar, viu? 😉

    Jaime Guimarães

    15/09/2011 at 12:02

  4. O pior é que essas pessoas aparecem e nem sempre é fácil identificar quem são..
    gostei do texto!
    beijos

    rita de holanda

    15/09/2011 at 16:23

  5. Oi Babi,
    passei aqui só pra monitorar os seus textos… ver se vc ta escrevendo direitinho… rs

    Lu

    16/09/2011 at 14:54

  6. Tenho olhado muito para a vida da pessoas, que na minha mente, tem uma vida melhor do que a minha. Verdade. Estive toda a minha vida olhando e também num tom de admiração. Porém, de uns tempos pra cá, percebi que isso se tornou uma bola de neve chamada inveja mesmo. Eu via essas pessoas e as admirava por uma coisa ”simples”, intelecto, desinibição, coragem para falar em público; quando em grupo, ser bem descritivo em detalhes de algo que foi assistido… esse tipo de coisa e também ser uma pessoa mais sociável. Eu acabei me isolando das pessoas por me sentir um cara que não consegue me socializar direito… as pessoas as quais deixei, sempre me aturaram mas eu acabei escolhendo por deixar a vida seguir e decidi seguir sem eles… eu estava fazendo mal a eles e a mim próprio. Dizem que ninguém é uma ilha, que todo mundo necessita de alguém para conversar/desabafar, e sinceramente, concordo… mas essa decisão de se isolar foi tomada precipitadamente ou não, porque eu me senti um lixo em saber que eu estava sugando a energia dos demais… antes de fazer isso, eu havia lido sobre vitimismo e, eu me encaixei perfeitamente no perfil de um vitimista. Vivia reclamando direto mas nada de fazer algo para mudar a causa de minha reclamação.

    Lonely

    18/05/2017 at 22:20

    • Nunca é tarde para mudar, deixar de ser vítima e ser protagonista da própria história.

      Obrigada por visitar meu blog e compartilhar um pouco de sua história.

      Beijos de luz

      Babi Arruda

      19/05/2017 at 13:57


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