A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Eu sou mais eu. E você? É mais você?

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Amores e paixões. Sentimentos intensos que desenvolvemos ao longo da vida e que fazem parte de nossa natureza, no qual sem eles seríamos vazios e sem significados. Emoções que sustentam nossa existência como seres humanos que têm como necessidade primordial: amar e ser amado.

Porém, ao pensar nesse desejo constante de amor, sempre imaginamos que esses sentimentos venham de uma terceira pessoa, mas nunca de nós mesmos para nós mesmos! E aí que está a falha para nossas carências: a falta de valorização do eu!

Quando nos amamos por completo, conhecendo nossas qualidades e acima de tudo, admitindo nossas limitações, somos capazes de amar o próximo compreendendo seus defeitos e não querendo moldá-los as nossas vontades. E a via inversa disso também é verdadeira.

O outro só pode nos dar valor a partir do momento que valorizamos a nos próprios. Não tem como exigir respeito e admiração se ao olhar no espelho não temos essa consciência lúcida de entrega. Não dá para cobrar do parceiro dedicação se não dedicamos amor ao nosso interior.

É muita estupidez não enxergarmos o brilho que irradia de nossa alma porque ele é uma centelha da luz divina e desprezando-a, estamos rejeitando o que de mais sublime existe em nós: o magnetismo pessoal, inerente a qualquer indivíduo.

Esta é uma força que faz cada pessoa ser única e diferenciada e, por conta disso, totalmente capaz de ser um agente transformador, renovador e iluminador, influenciando de forma positiva as relações interpessoais.

Porém, existe uma linha tênue entre auto-estima elevada e ego inflado. Uma coisa é reconhecer suas qualidades, amar a si próprio, se respeitar e tolerar seus defeitos. Outra é supervalorizar características, menosprezando a todos e ter a prepotência indiscutível de se achar superior.

No entanto, felizmente, pessoas que parecem um bolãozinho inflável são poucas nos dias de hoje, pois logo são obrigadas a enfrentar a realidade e migram sua forma de pensamento para uma conduta mais humilde. Sim, mantenho esta convicção de que são poucas porque muitos soberbos não passam de engodos tentando disfarçar a própria carência.

Mas infelizmente a grande maioria está sofrendo um problema crônico de baixa auto-estima, não sabendo lidar com as questões de valorização de si mesmo, extremamente essencial para a saúde emocional. Somos aquilo que pensamos e este pensamento tem que estar sintonizado com as boas energias.

A dignidade pessoal deve vir em primeiro lugar não importando o quanto desejamos ou queremos algo ou alguém. Não podemos passar por cima de valores essenciais para agradar a terceiros.

Não vale a pena se sujeitar a situações degradantes para o seu amor-próprio, que deve ser incondicional. Sua força de vontade tem que ser proporcional a sua auto-estima e ela tem que ser a mais positiva e elevada possível.

Eu sou mais eu. E você? É mais você?

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Written by Babi Arruda

17/08/2011 às 11:39

Publicado em Artigos

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7 Respostas

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  1. Nossa obrigada, parece que caiu como uma luva, desde ontem estou angustiada, exatamento por falta de amor próprio, achando que vou perder ao outro, por me valorizar de menos. Agora sou mais eu depois dessa publicação. Parabens

    Janaina

    18/08/2011 at 10:48

    • Parabéns pra você flor por ter essa consciência =)

      Fico muito feliz que meu texto tenha levantado seu astral. Seja mais você, sempre!

      Muito obrigada por visitar o blog. Volte sempre 😉

      Beijão

      Babi Arruda

      18/08/2011 at 11:27

  2. “Torna-te quem tu és”, diz o velho Nietzsche.
    Ô trabalhinho difícil, mas imprescindível.

    Pacha Urbano

    18/08/2011 at 11:02

    • Dificílimo amigo e extremamente urgente.

      Nós somos prioridade, isso tem que ser essencial.

      Beijos

      Babi Arruda

      18/08/2011 at 11:29

  3. “E aí que está a falha para nossas carências: a falta de valorização do eu!” E aí é que muitos caem na armadilha em condicionar a “felicidade” e a auto-estima necessariamente à presença de outro(a).

    Porque é gerada uma expectativa muito grande no(a) outro(a) como “tábua de salvação”, quando na verdade o primeiro passo é estar bem consigo mesmo(a). O “ser mais você”, que poderia até soar egoísta aos menos atentos, é também praticar a autonomia: a liberdade em escolher os caminhos que fazem bem. Anular-se como indivíduo é a pior coisa que pode acontecer e exigir isso de outra pessoa é um crime.

    Aprendizado longo, mas damos um jeito de “chegar lá” 🙂

    Bjks!

    Jaime Guimarães

    18/08/2011 at 17:39

  4. Há os que se amam e não são correspondidos, rs. Estão ou devem estar no hospício, né?

    paulorguimaraes

    22/08/2011 at 13:46

    • Não existe auto-amor não correspondido kkkkkkkkk

      No hospício deveríamos estar todos nós…isso sim kkkk 😉

      Babi Arruda

      14/09/2011 at 16:07


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