A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Amnésia de si mesmo

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O mundo anda esquecido. Eu estou esquecida. Você é um esquecimento ambulante. A cada dia que passa as pessoas adquirem uma memória de peixe: simplesmente cinco segundos depois toda a informação adquirida torna-se uma vaga lembrança no imenso universo de nosso cérebro.

Tudo muito volátil e perecível. A sociedade está ficando doente de uma forma irreversível e crônica: a amnésia de si mesmo. Tudo é prioridade na vida. Menos nós menos. Tudo é para ontem. Menos nós mesmos.

A impressão que tenho é que o tempo está cada vez mais curto, surgindo uma necessidade gigantesca de ampliar as tradicionais 24 horas. Isso, logicamente para termos tempo para cuidar de nós, certo?

Ah que maravilha seria se tivéssemos mais tempo! Mas será mesmo que se houvesse essa prorrogação das horas usaríamos o excedente para o uso pessoal? Leríamos um livro? Iríamos ao cinema? Sairíamos para dançar? Ou então jogar conversa fora com os amigos? Qual é sua aposta sobre isso?

Alguns estão se perguntado agora: mas e as redes sociais? Isso não seria uma dedicação a si mesmo? Eu diria que não. Elas simplesmente são uma prova da amnésia coletiva. Não, eu não enlouqueci e nem sou a favor da exclusão digital.

Apenas prego a ponderação porque, infelizmente, hoje em dia as pessoas estão tão preocupadas em ser alguém virtualmente que elas simplesmente esqueceram de ser alguém na vida real. Preferem, mesmo que inconsciente, criar uma válvula de escape irreal, utilizando a desculpa da sociedade moderna para suas carências, solidão e até mesmo uma falta de afeto para a valorização do eu.

Poderia dizer que se gerou um isolamento real com uma barreira virtual na percepção do próprio eu. Uma junção de adjetivos, eufemismos, pleonasmos para criar um universo paralelo e que dentro dele não se tem stress, fadiga, preocupação ou cansaço físico e mental.

Não importa os termos e os substantivos, a questão central é: precisamos olhar com mais carinho para nós mesmos, não esquecendo de nossas necessidades de diversão e entretenimento porque senão vamos nos perder no caos do cotidiano.

Faz bem respirar, relaxar e finalmente se conscientizar que o bom desempenho de nossa produção depende principalmente do quanto lembramos de nós. Isso é qualidade de vida: a lembrança de que sempre podemos ser melhores para nós mesmos!

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Written by Babi Arruda

03/02/2011 às 09:43

2 Respostas

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  1. É a doce ilusão à qual estamos sempre vulneráveis… A delícia de se ter só o que é imaginado não deixa de ser uma tentação. Sem falar no medo do REAL. De olhar pro lado e descobrir que é do vizinho desengonçado que você gosta… e não do gostosão (no avatar, pois na real ele talvez seja até mais desengonçado!) com quem você tecla todas as noites.

    Jazz

    04/02/2011 at 09:14

  2. Oi Babi!!!! Como sempre mais um texto certeiro. Bjs

    Obs. Te adiconei no face…bjs

    Liliane Seabra

    04/02/2011 at 10:06


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