A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Torre de Babel

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O mundo está mudando. As coisas já não são mais as mesmas, as pessoas já não se encaixam mais na ordem estabelecida. Uma confusão de ideias, de gerações e os caos estabelecidos por antigas convicções se chocam com as atitudes pós-modernas de proximidade do ser humano.

E por onde andam afinal palavras como solidariedade e compaixão? Onde elas se encontram dentro dos novos paradigmas sociais? O que vejo por aí são muitos discursos pomposos e cheios de adjetivos para apenas dizer que se faz isso ou aquilo. Ações concretas são poucas.

A moda está no politicamente correto, no pensamento sustentável e no engajamento de causas sociais. Mas será que estamos no caminho certo? Isso vem de dentro pra fora ou por que é mais bonito e polido corresponder aos anseios da norma culta da sociedade?

Vejo as relações humanas um pouco frias e mascaradas nos dias virtuais de hoje. Todo mundo pode ser o que quiser, principalmente um bom samaritano, no entanto, muitas vezes não vejo uma manifestação lúcida de afeto no real. A compaixão limita-se a alguns caracteres solidários ou uma comunidade de apoio virtual.

Tudo está acontecendo rápido demais e as pessoas não tem tido tempo de se adaptar as transformações dessa nova era. Acho que estão um pouco perdidas ao meio de tanta informação e ao mesmo tempo ao meio de tanta desinformação. Sim, todo mundo tem algo a falar sobre tudo. Generalistas na essência, mas sem soluções de imediato ou a longo prazo.

Praticamente uma nova Torre de Babel. Muitas línguas, muita diversidade, muitos achismos e pouco entendimento sobre o coletivo e a aplicação com retorno positivo. Um emaranhado de pessoas se comunicando e não expressando absolutamente nada.

Uma apologia desordenada sobre o que se tem que ser em uma cultura enraizada no egoísmo capitalista, no incentivo pela competição por status e no individualismo exarcebado organizacional.

O mundo está muito acelerado e o homem não está conseguindo acompanhar o ritmo e dançar conforme a música. Ele está se quebrando em pedaços, fragmentos largados no meio do caminho na esperança que o tempo seja solidário e junte os pedacinhos.

Deixemos a auto-piedade de lado e lembremos que a compaixão deve começar por nós mesmos. A história precisa ser refeita e a estagnação não pode ser um projeto de vida. Precisamos mudar o sistema e sair dessa inércia ignorante de aceitação passiva.

Precisamos ser, ser além do convencional burocrático. Precisamos ser excepcionais. Só assim a história poderá ser refeita para que não exista uma Torre de Babel.

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Written by Babi Arruda

20/01/2011 às 14:17

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