A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

A busca pelas respostas certas

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Embrenhados na cultura do consumo de massa, cada vez mais a população se vê agarrada ao conceito do imediato. Tudo passa muito rápido, sem tempo para analisar e decodificar a mensagem do cotidiano. A busca pela perfeição está nitidamente veiculada na sociedade da informação constante e aleatória.

Tudo isso cria uma tensão, uma ansiedade, uma obrigação pelos gestos bem articulados e uma busca pelas respostas certas como se as questões na vida fossem preto ou branco, sem nuances de cinza.

Geralmente quando isso acontece é porque queremos agradar alguém, satisfazer o ego de terceiro ou então criar a ilusão de que isso é o melhor para chamar a atenção de outra pessoa. Nunca buscamos para nós mesmos, sempre jogamos a responsabilidade no colo do vizinho.

Quando se tem a perfeição como objetivo ideal o caminho se enche de decepções e frustrações porque o correto é relativo. A busca em si já é subjetiva, pois cada um possui seu modelo de persuasão.

Por mais que eu ame a objetividade sou obrigada a concordar que o absoluto não existe, que as respostas certas muitas vezes não são tão certas aos olhos de outra pessoa ou até mesmo para um grupo particular de indivíduos.

Ainda temos que considerar que o conceito pré-estabelecido por nós limita nossa imaginação e bloqueia nossa visão, não permitindo os diversos ângulos de uma mesma situação. Criatividade? Limitada! Tolerância? Limitada! Flexibilidade? Limitada!

Estabelecer esse parâmetro de certo pode nos levar a uma crise de diversidade cultural, social e intelectual, criando barreiras para criatividade, podando uma das coisas mais belas do ser humano: o poder de improvisação.

E improvisar é preciso para a sobrevivência no planeta Terra. E para isso a lógica cai por terra, os métodos perdem seus significados e as regras são somente um conjunto de frases agrupadas e numeradas com a finalidade de prender os pensamentos.

A busca pela perfeição, pelas respostas certas é um desejo praticamente utópico. Os meios são subjetivos e os fins também. Nada é tão certo ao ponto de ser perfeito!

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Written by Babi Arruda

09/09/2010 às 17:20

5 Respostas

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  1. O que seria, afinal, a perfeição? Se a história muda os costumes, os vieses de moralidade e até mesmo o conceito de amor, como é que poderemos balizar a perfeição? Com quais instrumentos e unidades de medida e por quanto tempo? Se falarmos da beleza, por exemplo, nos vemos diante de uma duna em constante movimento, mudando de forma a cada lufada de vento, em da noite pro dia o que era lindo passa a ser feio. O Belo se desloca no tempo, assim como o Correto. Este último se adapta à cultura local, á cultura temporal e aos ditames sócio-políticos.
    Em menos de dez anos já vi meus conceitos – que defendia com unhas e dentes – virem por terra inúmeras vezes. A minha sorte é que o tempo ajuda a amolecer um caráter obtuso, e acabei me dando conta da necessidade de ser flexível à estas mudanças.
    Como discutimos nos comentários lá do post anterior, insistimos em moldar nossos desejos, nossos conceitos e nossa personalidade ao outro, esquecendo de moldarmos a nós mesmos. Lembro de Bruce Lee quando dizia: “Seja como a água.” A água toma a forma do seu continente, mas ela é em si a água, em sua densidade, em sua transparência, em sua força.
    Repito aqui também um verso adaptado do poeta que ouvi em algum lugar: “Navegar é preciso. Viver é impreciso.”
    Nessa imprecisão é que somos feitos, somos felizes ou somos tristes, satisfeitos ou revoltosos.

    Pacha Urbano

    09/09/2010 at 21:34

    • Você também tem problemas com mudanças? Eu também tenho. Ser flexível é um objetivo a ser alcançado como também aceitar que não sou perfeita ou que nem sempre eu conseguirei uma resposta, uma explicação. Simplesmente as coisas são do jeito que são: inconstantes!

      Essa questão da água é uma das poucas verdades universais no qual devemos nos apegar. Ser a essência e não a forma.

      Ai ai ai…essa imprecisão me angustia. Gosto de planejamentos, de chão firme e decisão no olhar. Acho que sonho demais. Preciso controlar mais minha paranoias…rssss

      Como sempre sua colaboração é inestimável cariño.

      Beijão =*

      Babi Arruda

      10/09/2010 at 11:22

  2. Sou Capricórnio com ascendente em Virgem. Isso diz muita coisa a meu respeito. hahahahahahaha

    Be water my friend…

    Pacha Urbano

    10/09/2010 at 18:13

  3. Geralmente quando passo dias elaborando respostas, diálogos para momentos importantes as respostas não fazem muito efeito ou ao menos o efeito desejado.

    O meu improviso sempre me salva…. viveria de improviso.

    Cafeína

    15/09/2010 at 17:20

    • Infelizmente não sei viver de improviso. Sou metódica demais para ser flexível e ter jogo de cintura. Uma pena pois isso faz com que eu me decepcione com muito mais facilidade.

      Beijos minha ídola…rsss

      Babi Arruda

      16/09/2010 at 11:07


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