A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Desprendimento!

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O que é realmente nosso e o que pertence ao universo? Somos tão materialistas que nos apegamos a tudo, até mesmo o que não nos pertence. E como definir o que verdadeiramente é nosso de direito? Sentimentos? Objetos? Pessoas? O que faz parte de nós e o que deve ser deixado para trás?

Ter a consciência absoluta é uma tarefa sobre humana porque o julgamento é muito relativo. O que é certo não pode ser medido de acordo com os nossos conceitos porque a verdade é sempre relativa e os equívocos estão a nos espreitar diariamente.

Desprendimento! Nenhum objeto com peso e densidade pode ser carregado conosco para sempre. Nada é tão durável assim. Valores tangíveis vêem e vão. Uns com muito valor, outros nem tanto. Mas inevitavelmente não pertence a nós, assim como nosso corpo que um dia será devolvido a mãe terra.

E mesmo assim fazemos questão de tanta mesquinhez, tanta avareza. Somos capazes de olhar o próximo praticamente desnudo, com fome e sem onde dormir que não compartilhamos um pedaço de pão se quer. Arrumamos diversas desculpas para satisfazer nossas ilusões de que estamos fazendo a coisa certa. Não nos desapegamos do ego!

Nada disso é nosso. Tudo é temporário, apenas condições passageiras para vivermos com dignidade. Porém, o apego ao supérfluo cega o bom senso e alimenta a ambição. Ter, multiplicar e nunca dividir o excedente. É assim que vivemos até o dia que fechamos os olhos e finalmente enxergamos (tarde demais) que tudo isso foi inútil.

Desprendimento! Não só de objetos, mas como também de pessoas. Ninguém é de ninguém como também não é proprietária nem propriedade. Os laços devem ser espontâneos e sinceros, unidos pelo amor e fraternidade. Amarras costumam ser amargas e suas conseqüências são dolorosas para ambas as partes.

Existem pessoas que possuem um tempo certo em nossas vidas. Um encontro marcado com o destino que prefere colocar limitações a certas dádivas. Ainda bem que os limites existem para os fardos também.

Um dia todos nós partiremos inevitavelmente seja cedo ou tarde e não tem como alterar isso. Essa é a lei. Não há como prender ou retroceder. Uma lógica desconcertante, revoltante às vezes, admito, porém necessária e justa.

Desprendimento! Esse é o mais complicado de todos: sentimentos! Como é difícil deixar para trás mágoas, rancores, tristezas, invejas, vaidades, soberbas, egoísmos, preconceitos, intolerâncias, etc e etc. Uma lista infinita de sentimentos que deveriam ficar na estrada do esquecimento, mas que insistem em fazer parte de nossa vida, uma marca constante em nosso coração.

Determinadas emoções carregamos tão forte conosco que elas parecem ter vida própria. Ficamos fechados em nosso mundinho egoísta e não deixamos os sentidos fluírem. Simplesmente precisamos aprender a desprender. Só assim alcançaremos a paz e a tranqüilidade que almejamos através da liberdade incondicional da mente.

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Written by Babi Arruda

19/08/2010 às 13:30

2 Respostas

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  1. Aff eu sempre fui apegada a tudo, cada mudança era horrível me desfazer de coisas tão bobas. Estou um pouco menos depois de algumas mudanças mas confesso que ainda é difícil, uma bobagem emocional mesmo.

    Cafeína

    19/08/2010 at 17:58

  2. Eu não me apego, eu me agarro com unhas e dentes a tudo…rss: objetos, coisas, pessoas, sentimentos…é horrível. A cada mudança um sofrimento, a cada transformação uma morte para um novo renascimento!

    Babi Arruda

    19/08/2010 at 21:05


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