A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Isso não me pertence

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Nada dura para sempre. Os objetos vêm e vão. Os sentimentos nascem e morrem. Os conceitos mudam de direção. A vida em si é uma eterna inconstante em todos os aspectos. E mesmo apesar de tudo isso, o ser humano ainda cisma em se apegar as coisas e as pessoas.

Talvez esse sentimento de posse esteja ligado a sensação de poder e isso faz um “bem” ao ego, fazendo com que a pessoa tenha a impressão de controlar algo ou alguém, que determinadas coisas estão sob sua tutela e idiossincrasias.

Mas isso é fugaz e ilusório porque as constantes não existem. O universo muda o tempo todo e nada é absoluto ou pertence a você. Ninguém é obrigado a ser isso ou aquilo por imposição de terceiros. O ser é algo espontâneo e natural, não pode ser fabricado e moldado.

Essa coisa doentia de acharmos que somos donos de uma situação ou de alguém só prejudica a nos mesmos quando finalmente realizamos que não somos proprietários de nada, mas sim um “próprio otário” por achar que temos essa equação nas mãos.

Os pensamentos mudam, as ideias se reciclam, as emoções oscilam e as pessoas de hoje não são as mesmas de ontem e muito menos serão as mesmas de amanhã. Tudo deve vir para agregar e não para separar ou diluir.

Soma-se as experiências, junta-se os objetos e vive-se para transformar tudo em algo melhor. O apego só traz sofrimento e desperta níveis vibratórios muito baixos, como se não conseguisse enxergar o que está tão claro a sua frente porque sua visão está prejudicada por uma venda: a venda da insegurança!

O grande problema é que somos educados a ter e não a ser. E é aí que começa todas as frustrações, pois não sabemos administrar as reações quando nos chocamos com a realidade. Nesse aspecto, a vida é uma madrasta e não tem receio em aplicar suas leis.

Se fôssemos mais conscientes em ser, as coisas viriam naturalmente. Provavelmente nem perceberíamos. O fluxo de retorno seria muito mais gratificante porque seria espontâneo e sincero.

As cobranças devem ser deixadas de lado. O ciúme deve ser deixado de lado. O sentimento de posse também. Ninguém é de ninguém e nenhum bem material é seu eternamente. É um ciclo com data marcada para terminar. Na dúvida pratique o mantra: isso não me pertence!

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Written by Babi Arruda

06/05/2010 às 09:42

9 Respostas

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  1. Um tal de William, obscuro dramaturgo inglês lá do século XVII, escreveu algo assim em uma de suas fracas peças””Tome cuidado com o ciúme: é um monstro de olhos verdes”.

    Ciúme está ligado à insegurança e ao sentimento de posse. É como se a felicidade ou bem-estar de uma pessoa estivesse atrelada ao “possuir”, “controlar” o(a) parceiro(a). E aí temos controladores(as) e dominados(as). Pessoas que se anulam como indíviduos para se submeter às vontades e ao controle do(a) parceiro(a).

    Isso é quase um crime. Eu cito o exemplo de John Lennon, que quase se anulou como músico por causa da Yoko. Amor, havia, claro, mas havia uma submissão também. A pessoa exercer sua individualidade, fazer o que gosta não é egoísmo. É, como se diz, “higiene mental”.

    O equilíbrio é a chave de tudo. O problema é chegar até ele. Por isso vamos ganhando e perdendo, aqui e ali.

    Abs!

    Jaime Guimarães

    06/05/2010 at 11:23

    • Muito bem Jaime, a busca pelo equilíbrio é algo distante da maioria, ou da minoria, porque acham que equilibrio é algo sem cor, fraco, estático, quando equilíbrio significa vida, aventura, e o verdadeiro poder, desvinculado da posse passageira do ter.

      Márcio Vieira

      08/12/2011 at 20:58

  2. É aproveitar os momentos, o aqui e o agora. Quando formos não levamos nada connosco, é tudo tão insignificante. O que interessa são as pessoas (nós incluidos), o bem-estar, o bem-querer, o perdão, a alegria de viver,…
    Adorei o “na duvida pratique o mantra”! Vou voltando…

    Sofia

    16/05/2010 at 18:37

    • Muito bem Sofia, o mantra nos dá a certeza de que o aqui e agora vale mais que o passado e o futuro juntos. É apenas o presente que existe. Alguém quer mais, quando na verdade só temos o presente como certeza?

      Márcio Vieira

      08/12/2011 at 21:00

  3. Jaime…o ciúmes mata! É só isso que tenho a dizer. Bjs

    Babi Arruda

    20/05/2010 at 10:52

    • Babi, o ciúme mata, e mata aos poucos também, corroendo a alma da pessoa que é sua vítima, mas ao mesmo tempo algoz. Ninguem deve permitir que seja vitima de ciume doentio, porque estará proporcionando ao outro os meios de gerar a doença que nos maltrata e nos diminui frente ao Universo e a Deus, que sempre nos quer equilibrados, mas nunca apáticos.

      Márcio Vieira

      08/12/2011 at 21:02

  4. A prática diária do mantra é essencial Safia…lembre-se sempre 😉

    Beijocas

    Babi Arruda

    20/05/2010 at 10:53

  5. muitas pessoas vivem somente para possuir as coisas e pessoas quando na verdade não possuimos nada e sim compertilhamos os momentos que passamos e o que temos, temos que aprender a nos desligar de tudo para que isso não interfira e muito no nosso dia a dia.

    Como sempre mais um texto de arrasar babi, Beijus….

    Edy

    31/05/2010 at 21:04

  6. 🙂 mantra fundamental… aparentemente dificil… é preciso repetir-se!

    Sofia Pereira

    17/10/2013 at 20:38


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