A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Isso não é uma declaração de amor

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Não quero ser prolixa ou fazer rima para encantar seus olhos. Quero fazer apenas uma prosa simples e descomplicada para carinhar teu coração cansado de perdas e abdicações. Você não precisa se abdicar mais nem ter medo desse descompasso. Também ando descompassada. Bateu no mesmo ritmo acelerado.

Você argumentou que nunca escrevi uma linha sobre você, sobre nós dois. Olhe com mais cuidado. Há um pouco de você em cada frase contida, em cada suspiro abafado e em cada gesto exaltado. Todos os traços digitados remetem a nós dois, histórias preguiçosas de mim e de você invariavelmente. Essa é minha contestação tempestiva.

Esse é meu enredo, meu laço que me prende ao teu sorriso. Isso é o que me prende ao mundo de Morpheu. Quando você irá lá me resgatar? Então pegue na minha mão e caminharemos juntos nesse mundo, lado a lado. Você me dá o rumo.

O que me faz ter tanta certeza são todas as incertezas que tive na vida e que hoje são aprendizados que me custaram muito caro. Custaram pedacinhos singelos de minha alegria, da minha sanidade, de minha segurança e de minha alma perdida em esperanças.

E mesmo assim estou aqui olhando para você procurando entender onde você estava até agora. Perdido em deveres ou talvez esperando por este momento. Sim, nossa caixinha particular do tempo onde nada mais acompanha nosso ritmo, nossos mimos, nossos pequenos encaixes perfeitos.

Sempre gostei de chocolates, de alguns doces confeitados, de muito açúcar no mamão, mas agora descobri que gosto de mel. E por tentar te afastar de mim menti e disse que não gostava se quer de uma bala Juquinha. Sou uma mentirosa confessa, uma criminosa nada astuta.

Será isso um pecado para minha saúde emocional? Não sei responder a isso ou tão pouco vou me preocupar com detalhes bestas de excessos. Minha natureza pede por excessos, pois ela só sabe viver de exageros.

Vamos colocar as bobagens de lado. Prometo não implicar mais com suas meias. Não quero ser piegas publicamente. Ok, sou piegas, mas você é pernóstico. Isso é um fato sem contestação. Cedamos um pouco cada.

Chegue mais perto. Quero ver o brilho dos teus olhos e sentir o calor do teu corpo. Um beijo, dois beijos, beijo beijo. Incontáveis mimos que a distância impõe as nossas vontades. Horas que se tornam minutos quando estou do seu lado. Porque nunca há tempo suficiente para matar a saudade do seu sorriso e da sua preguiça.

Não, isso não é uma declaração de amor (sic). É uma declaração, sem direito a apelação, de bobeira poética aguda para te mimar.

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Written by Babi Arruda

13/04/2010 às 15:52

Publicado em Crônicas

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4 Respostas

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  1. Uau. Vc nunca foi tão eu. [entendeu, né?]
    Mimizento, lindíssimo e intenso.

    Flah Queiroz

    13/04/2010 at 16:01

  2. Hahahaha eu sempre te disse isso sobrinha =)

    Mimizenta eu? Bobagem =P

    Babi Arruda

    13/04/2010 at 16:05

  3. “Minha natureza pede por excessos, pois ela só sabe viver de exageros.” Só.

    @AMANDA_ARM

    15/04/2010 at 13:23

  4. […]O que me faz ter tanta certeza são todas as incertezas que tive na vida e que hoje são aprendizados[…]

    Tudo que já passamos…experiencias de vida, brincadeiras, coisas sérias,tentativas, erros, acertos resumindo, TUDO que foi uma lição para gente no passado, se torna o aprendizado do pesente, e a caltela do futuro. [Anaís]

    Anaís

    15/04/2010 at 15:52


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