A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Armadilha da despercepção

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Hoje estou um tanto arredia. Também um pouco pensativa. Um pouco estremecida, nostálgica, enfurecida, carente, inofensiva e piegas. Um misto de tudo ou simplesmente a conclusão do vazio, do transitório. Acho que uma armadilha da despercepção. Sim, é isso. A fatídica revelação de que eu estava errada.

Talvez não errada, mas iludida com alguns conceitos mundanos sobre a teoria da relatividade nos relacionamentos humanos. Às vezes não fazemos questão de enxergar o óbvio e isso traz um acúmulo de camadas densas e obscuras. Uma dedicação unilateral.

Isso acontece sem percebemos. Uma despercepção mesmo. É muito mais fácil ver as coisas mais coloridas, com eufemismos e metáforas. Como se fosse um seriado americano água com açúcar. Assim não existe dor, defeitos nem contradições.

E isso é feito diariamente, em diversas situações, com variadas pessoas, basta apenas sonharmos alto, tirar os pés do chão para comprometer nossa visão. Digo até que os mais precavidos já foram pegos nessas armadilhas baratas. É um desejo inconsciente de se ver e ouvir o que alimenta o coração.

Nada tem a ver muitas vezes com o objeto em si ou então com as construções de comportamento, mas é somente pelo prazer de se ter algo, uma inspiração, um vislumbre do arquétipo de Romeu e Julieta. A imaginação segue fértil quando não se há cuidado com as ilusões e as concretizações do real.

O que fazer? Fique parado. O não movimento também é um movimento. Cautela. Observe a sala escura por mais tempo até os olhos se acostumarem com a escuridão, e aí sim, você consiga ver nitidamente todos os móveis sem confundi-los com sombras disformes.

Muito grave isso? Talvez sim ou talvez não. Tudo é uma questão de percepção daquilo que realmente somos, valemos e produzimos. Esses pequenos mimos compulsórios são fundamentais pra escaparmos de certas arapucas.

Não é uma tarefa fácil, porém necessária. Os estados de despercepção são muito sutis. Nos confundimos fácil, nos iludimos fácil e mais fácil ainda nos desiludimos, e quando isso acontece aparecem em nossa consciência umas coisinhas chamadas cicatrizes. E fiz uma leitura muito interessante sobre elas essa semana no blog SaiDaqui!, da @amanda_arm.

A priori elas podem até parecerem ruins, já que são causadas por descuido, no entanto, elas estão ali para nos lembrar que um dia fechamos os olhos para a realidade, demos passos em falso e não ficamos atentas aos sinais da vida.

Elas só são lembretes que um dia caímos em uma armadilha da despercepção. Elas são pequenas marcas que se bem cuidadas nos farão perceber que nem todos que sorriem cordialmente têm verdadeiro apreço pela sinceridade.

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Written by Babi Arruda

18/03/2010 às 10:35

6 Respostas

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  1. “Elas só são lembretes que um dia caímos em uma armadilha da despercepção. Elas são pequenas marcas que se bem cuidadas nos farão perceber que nem todos que sorriem cordialmente têm verdadeiro apreço pela sinceridade.”

    Mandou muito bem Babi! ^^

    E sinto-me honrada pelo link ao meu blog!

    Beijos.

    @amanda_arm

    18/03/2010 at 10:50

  2. O importante não é sobreviver ao tombo mas sim ter forças pra levantar e continuar andando.

    Heloisa

    18/03/2010 at 10:59

  3. Obrigada Amanda…a honra foi minha, acredite ^.^

    Babi Arruda

    18/03/2010 at 11:04

  4. Continuar andando….este é o segredo 😉

    Babi Arruda

    18/03/2010 at 11:06

  5. sempre estar aberto a mudanças ajuda e muito nessas horas, sempre buscando o que é melhor para nós…

    mais um belo texto Babi 😉

    Edy

    20/03/2010 at 23:02

  6. A questão é estarmos atentos a tudo e parar de usar ilusões para alimentar nosso ego 😉

    Obrigada Edy ^.^

    Babi Arruda

    24/03/2010 at 11:20


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