A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Pés na areia

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praia

Sou uma sonhadora romântica permeável cheia de mimos e contradições. Uma burguesa subversiva, uma menina emancipada dos clichês. Quem sabe uma fake revolucionária das camadas menos democráticas e pueris.

 

Posso ser tudo isso ou aquilo, mas sempre uma sonhadora em busca talvez do significado dos sonhos. Onde eles começam, onde eles terminam e por que eles se transformam em ilusões. Estou farta dessas fantasias imaginárias (uma licença poética) dos reflexos espalhados pela casa, pelos corredores, pelas ruas desertas.

 

Quero colocar meus pés na areia e sentir o vento tocar gentilmente meu rosto, acariciar meus cabelos e me convidar para ficar ali mais um pouco. Parada de olhos fechados, pensamento longe e braços abertos para o infinito das minhas possibilidades. Incertezas que dão esperanças e desejos que me transportam para realizações.

 

Não há nada de nostálgico, apenas uma constatação do simples ato de respirar e esperar que o tempo acalme os compassos das minhas ideias e revele finalmente a exatidão dos fatos, sem distorções.

 

Ficar ali parada, exposta a todas as emoções que o dia possa me proporcionar, sem medos e cuidados. Firme, convicta que não há nada melhor que olhar para o horizonte e ver a luz refletida no meu semblante tranqüilo e livre.

 

Eu posso voar e chegar onde quiser, pois não há nada que me prenda aqui. Nem hinos, sinos, livros ou grilhões. Solta e leve como o próprio vento que beija meu rosto e desenha pelo meu corpo suas marcas de liberdade.

 

Molhar os pés com a água do mar e depois sentar nas pedras no final da praia e esperar o sol desaparecer com o dia, com a luz das minhas inspirações. Pensar por um minuto que todo este espetáculo está todos os dias no mesmo lugar aguardando meu retorno, o retorno dos meus sonhos.

 

Sair do meu consciente e ver imagens surreais do perfeccionismo esquecido, da ansiedade controlada, da intolerância amordaçada e sentir o sorriso se esboçar em minha face com a lembrança daquela música que não pára de tocar na minha cabeça.

 

Sou uma sonhadora romântica permeável cheia de mimos e contradições. Quero fechar os olhos e imaginar o momento em que finalmente em seus braços o vento irá me levar para longe e ao mesmo tempo me manter com os pés na areia para sentir a liberdade das minhas escolhas.

 

*Publicado em 11/09/2009

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Written by Babi Arruda

03/11/2009 às 17:02

Publicado em Crônicas

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