A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Lapso

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lapso

Não posso mais permitir seu descaso, seu lapso, sua simples falta de sensibilidade. Eu sei, a culpa é minha, afinal eu deveria impor os limites para as suas sandices. Mas enfim, esse é meu lapso: deixar você invadir minha vida!

 

Quero que saiba que minha razão te chutou para fora, deu um game over nas suas incertezas, mas meu coração é extremamente negligente e não consegue colocar suas coisas na rua da amargura. Um completo imbecil que me transforma numa impotente idiota. Saco!

 

Mas tudo bem. Vou deixar a vida correr. Já que não tem jeito mesmo prefiro dar de ombros a essas escolhas equivocadas da minha existência. Sei o que eu devo fazer, mas não tenho coragem. Sou uma covarde confessa! Admito sem pudores e ressalvas!

 

Contudo não deixarei mais que crie cicatrizes pelo meu corpo. Não é justo, nem sensato, nem politicamente correto. Estou sendo apenas coerente nas minhas fatídicas filosofias urbanas de botequim. Enredo de literatura barata que encontrei num sebo no centro da cidade.

 

Isso, silêncio! Eu amo o silêncio da sua covardia. Combina com sua personalidade de popstar. Afinal, nada de paparazzi na sua vida cheia de notícias mudas e telespectadores surdos. Você precisa aprender a ser só e largar de vez a liderança das multidões.

 

Uma mente tão criativa não pode ficar estagnada nas mesmas concepções, convicções e ilusões por anos e anos a fio. Mova-se! Reinvente-se! Recrie a sua vida. Deixe esse clichê barato para os longas americanos. Eu posso ser uma participação mais que especial se você quiser, mas se não quiser tudo bem.

 

Imoral ou amoral? Não sei. Você decide! A escolha sempre foi sua. A questão é: como entender suas atitudes antagônicas? Como assimilar suas palavras embriagadas de sentimentos desconexos?

 

Cansei de tentar achar uma solução para este enigma. Você é um mistério em si, uma fonte inesgotável de interrogações e duvidas que nem a mente mais lógica é capaz de solucionar. Eu só queria te sentir mais próximo da realidade e de mim.

 

Mas saiba que a ordem de despejo já foi expedida. O tempo está acabando mesmo que a sua imagem na minha memória fique cada vez mais nítida. Não tenho mais paciência para jogos e inseguranças.

 

Esta é a hora da verdade: agora pare de brincar comigo e olhe nos meus olhos. Quero sua boca murmurando na minha, suas mãos acariciando o meu rosto e o seu corpo enlaçado no meu. A simples lembrança de tudo isso para descobrir que você é o lapso da minha razão!

 

*Publicado em 04/03/2009

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Written by Babi Arruda

27/10/2009 às 16:03

Publicado em Crônicas

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