A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Guerra

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guerra

O rosto daquele homem

Traços de bondade,

Não refletia mais esperanças.

Da boca quente que tocava meu corpo,

Sai cuspe de devastação.

Meu corpo em glórias nas tuas mãos.

Minha culpa a indiferença?

Ou o descaso da minha insanidade se tornou cúmplice da misericórdia?!

As promessas não têm mais valor.

A perfeição do caráter castiga meu pranto.

O andar paralelo.

As fantasias profanas da mente.

Não tenho direito de indignar,

Não tenho direito de te amar.

Estava cega e não acreditei no altar que fizeste para mim.

A dor da solidão. Ver-me sozinha. Ver-te sozinho.

O tempo, senhor da justiça, fará sua aparição,

E desaparecerão as marcas da nossa paixão.

Agora, podes voar para bem longe,

Pois o perdão não virá mais.

Guarde as xícaras de porcelana e a toalha de renda.

A visita já foi embora e só sobraram os da casa.

A campainha toca. Quem é?

Duas espadas na soleira da porta.

É a guerra chegando.

É o destino que os uniu,

E os coloca cada um de um lado no campo de batalha.

Curioso, não há embate,

Mas sim, olhar de compaixão, saudade.

O tempo pode ser incerto,

Mas o amor é general da demanda.

*Publicado em 30/04/2009

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Written by Babi Arruda

27/10/2009 às 17:56

Publicado em Poesias

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