A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Leito de rainha

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rainha

Embora a esperança estivesse finda na alma,

Um sopro de sabedoria se abateu na paisagem,

Que por fim, transfigurou-se em lama perdida entre escombros.

As expectativas de um novo amanhecer era bravo, era belo,

Porém, desgastou-se com o silêncio.

Como imaginar a vida de um carrossel se a noite é de picadeiro,

E o palhaço não é encantado, nem sapo.

Triste é a realidade do fim do espetáculo.

A saudade que não tem o por quê, se esconde na fresta,

Da consciência infinita de caos e sombras.

Incógnitas malandragens da boêmia regadas de orvalho sob o luar.

Doce beijo malandro, enganador, sórdido.

O dia amanhece com uma névoa de veneno corrosivo,

Explosivo de sanidade humana necessária à sobrevivência.

Grato silêncio que trouxe a tona a verdade da máscara.

A ambição de glórias deixo no campo de batalha,

Junto ao cadáver do herói de Tróia.

O puro caminhar na estrada cheia de orvalho é interrompido pelo fogo das loucuras,

As chamas das bruxas, dos feitiços de amor,

Que queimam as coraças dos soldados de Roma.

A tragédia das mulheres de Atenas,

A Divina Comédia de Dante.

O inferno é o mais suave dos lares, que Perséfone repousa em seu leito de rainha.

 

*Publicado em 11/05/2008

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Written by Babi Arruda

26/10/2009 às 15:00

Publicado em Poesias

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