A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Do beco as baladas

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Por Rita Cássia de Oliveira *

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Luxúria, ah a luxúria. Quem nunca cometeu esse pecado?

Ela está em toda parte, mesmo que camuflada nos atos comportados ou nas ações puritanas das pessoas. Ela é sem dúvida poderosa e convincente, mesmo porque desperta os instintos carnais, aqueles que fazem qualquer um perder a cabeça, se esvair no prazer, arrepiar a coluna e confundir a mente.

O imperador romano Calígula é o retrato exato do que a luxúria pode representar: o excesso. Como ele, esse pecado envolve o sexo, a soberba e o uso do corpo como instrumento único de prazer.

Mas, devidas às proporções, a luxúria pode também ser algo produtivo, apesar de seu título. Isso porque um pouco dela faz a vida humana ter mais sentido. Talvez negar que já a praticou seja um pecado ainda maior.

Nos primórdios a luxúria era teoricamente vivida nos becos, lugares ermos e à margem da sociedade. Hoje ela permeia qualquer baladinha básica. Muitos a usam sem critério, porém outros as têm como instrumento inigualável de prazer.

No ato de fazer sexo ou de fazer amor, por exemplo, a luxúria é indispensável. É ela quem conduz o ato ao clímax, pecaminoso e delicioso. É nela que nos apoiamos para justificar os orgasmos e loucuras e ainda assim sairmos leves e satisfeitos.

Como muitos conceitos, a luxúria é subjetiva e é, sem dúvida, um sentimento egoísta, mas, sobretudo humano. Talvez pela cultura ocidental e católica, senti-la em silêncio é ainda mais prazeroso. Conheço pessoas que negam e juram de pés juntos que nunca a praticaram. Então o que significa aquela atração irresistível, aquela sensação de que vai morrer se não tocar, sentir a pele, o olhar? É…sim, é ela!

Acredito que muitos irão ler esse artigo e a princípio discordarão de minhas palavras. Mas, quando aquele pensamento surgir (aquele que ninguém saberá), minhas frases já não serão tão sem sentido assim. Deixo claro que não estou aqui para incentivar o pecado, mas constatar que ele é inevitável e faz parte da criação do ser humano, negá-lo é dizer que se faz parte de uma outra espécie qualquer.

* Rita Cássia de Oliveira é jornalista e atualmente é chefe de reportagem do Jornal Vicentino

*Publicado em 07/03/2008

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Written by Babi Arruda

22/10/2009 às 00:19

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