A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Contos de Zakhara – Parte I

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Safira

Essa é uma história de reinos, poder e ambição, príncipes e princesas, mas não é uma história de aventura. Também não é uma história com um final feliz, mas sim com a triste realidade sobre o que a manipulação da verdade, vestida com o véu das mais doces das mentiras pode causar a vida de uma nobre família…


Quando eu nasci, minha mãe – Samia Ayisha Souad – achou que eu era o bem mais precioso que existia em toda Zakhara, por isso me deu o nome de Safira Alima. Meu pai – Karim Human Souad – de tão generoso que era, mandou preparar uma festa de sete dias e sete noites para comemorar meu nascimento.

Afinal, uma atitude totalmente esperada para um Sheik – mesmo que de uma tribo menor – que acabara de ser agraciado com a benção de sua primeira filha.

Um das coisas que mais me lembro deles era o amor que um sentia pelo outro. Esse sentimento era tão forte que meu pai nunca cogitou a construção de um harém. Ele dizia que o amor verdadeiro de minha mãe era o suficiente para encher a casa e o coração dele de felicidade por mil anos.

E dessa árvore virtuosa contemplada pelo amor, nasceu mais um fruto. Meu irmão Abdul-Hakim. Mais sete dias e sete noites de festejos. Karim Human Souad era o homem mais feliz de toda Zakhara.

Mas o destino lhe preparou uma armadilha. Quando meu irmão ainda era uma criança, nossa tribo foi atacada por um bando de Ghost Warriors. Expulsamos os invasores de nossa casa, mas com eles também foi meu irmão… raptado. Essa foi a última vez que vimos Abdul-Hakim.

Desesperado, meu pai montou vários grupos com os melhores guerreiros e magos de Zakhara para procurar meu irmão. Durante anos essa busca continuou, mas todos os esforços foram em vão.

Até que um dia, cansada de esperar e tomada pela angústia, minha mãe resolveu procurar pelo meu irmão sozinha.

Como ela era uma dune elf, conhecia muito bem os caminhos do deserto. Porém, o seu destino não era encontrar o meu irmão, mas sim morrer nas mãos de um bando de orcs. Mesmo com todas as habilidades que possuía, não foi possível sobreviver a um ataque daqueles.

Quando meu pai descobriu que minha mãe tinha partido, já era tarde demais. Ele a encontrou morta no deserto. E lamentou mais uma vez as teias do destino.

Por mais uma vez, nunca vi uma casa tão triste em toda vida. A alegria de minha casa e de meu pai morreu junto com minha mãe. Os anos se passavam e meu pai não conseguia esquecê-la e não se conformava com o rapto de meu irmão.

Até hoje, Sheik Karim Human Souad não esqueceu Samia Ayisha Souad, muito menos o triste sumiço de Abdul-Hakim Souad.

Este é o fim da primeira parte da queda de minha casa e de minha família…

*Publicado em 21/03/2008

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Written by Babi Arruda

22/10/2009 às 00:46

Publicado em Série Contos de Zakhara

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