A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

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Oh namorados

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Namo

Ardores de namorados!

Com seus beijos excitantes, inacabáveis.

Delírio sacramentado pela excitação de ambos.

Deixando-os em estado de êxtase, maravilhados com suas tórridas carícias.

Oh pérfidos namorados!

Insanos em suas emoções descontroladas,

Homem bicho, bicho homem no meu primitivismo aceitável,

Toleravelmente social.

Ávidos por um canto escuro, silencioso e reservado.

Batimento cardíaco descompassado, pulso acelerado, respiração ofegante.

Delírios! Prova de que ainda estamos vivos num mundo que adoece em ódios.

Ardente, fulgurante, excitante são os toques dos namorados.

Inesquecíveis provas de amor.

Incontáveis segredos depravados, explícitos em instantes,

Pelos dois provados, na cumplicidade mútua de suas ações.

Não há o que contestar, não dá para controlar a nítida excitação no ar.

Como julgar e condenar?

Simplesmente respeitar o estado vibracional.

Invejar o estado emocional.

Parafrasear o situacional.

Apelar pelo passional.

Ser o irracional, o animal em todos os sentidos,

Sem pudores ou resquícios de moralismo.

Oh, namorados!

Contemplados com o verdadeiro êxtase dos jardins do Éden.

Abençoados por Afrodite,

Deusa dos amantes!

 

*Publicado em 21/08/2009

Escrito por Babi Arruda

03/11/2009 em 16:51

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Amor burocrático

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Blood_Rose

Amor,

Tão sublime sentimento.

Leva a loucura como a sensatez de uma mudança.

A complexidade é fugaz e se perde no efêmero.

Dizer eu te amo é tão burocrático que ficou cotidiano.

Bom dia. Eu te amo.

Boa tarde. Eu te amo.

Boa noite. Eu te amo.

Que coisa mais supérflua.

Fácil, simples, traiçoeira e cruel.

Um baile de máscaras, com muita pomba, muita cordialidade, mas que acaba com o passar das horas.

Mas leve o meu coração no seu pensamento,

Para que as lembranças dos meus carinhos povoem sua mente e traga seu corpo até mim.

Gestos, atos, fatos!

Esses são dignos de platéia, de audiência acalorada, de aplausos festivos.

Pessimista eu? Não!

Apenas ativista do amor sincero e da expressão verdadeira.

Nada de clichês e diplomacias.

Detesto diplomatas. Hipócritas com licença para sê-lo.

Ahhh, eu queria ser permeável,

Para que sua alma pudesse entrar em mim,

E você pudesse sentir o descompasso do meu corpo.

Não quero mais promessas vazias.

Não quero mais literatura barata de banca de jornal.

Quero versos garbosos num papel perfumado e uma pétala de rosa vermelha.

Traia minha confiança se isso te faz feliz,

Porém, não lamente depois o meu desprezo.

Nem me chame de vadia por ainda te amar com desespero.

Porque até mesmo no seu suspiro,

Perco-me nas aspirações e inspirações do meu universo paralelo.

E então eu penso por um instante,

Se não estou num estado de topor involuntário nesse amor burocrático.

 

*Publicado em 14/08/2009

Escrito por Babi Arruda

03/11/2009 em 16:48

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Volta

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volta

Teu ser distante.

A saudade a apertar.

Por que choras tanto o passado?

Esquece o que viveu.

Deixe-o guardado na gaveta da sala.

Teu corpo sobre o meu me aquece a volta.

O que sentes?

Atordoa-me a mente, anula-me, mas volta.

Nunca deixe a vida te enganar novamente,

Apenas retire a lembrança guardada na gaveta.

Nosso corpo não é uma boa morada para o passado.

Nele só pode viver os infortúnios do presente e as benções do amanhã.

Súplica de perdão.

Tu me possuis em teus braços e em tua alma, sem volta.

Permita-se olhar para frente,

Sempre há uma segunda via para a felicidade.

Permita-me chegar até você,

Não se esconda atrás de doces aventuras.

Elas não te darão o sabor da realidade,

Nem muito menos a sensação de liberdade.

Não necessito viver sem tua compreensão.

Esqueça das obsessões ocultas e confie na volta.

Meu amor impede-me à hipocrisia.

E por fim juro sobre teu antigo pranto de que voltas.

 

*Publicado em 17/07/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 19:34

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Insanidade lúcida: uma ode a loucura

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insanidade

Se a insanidade fosse obscura não teria esta angustia a apertar o peito.

Viveria num mundo com elefantes pinks e limonadas.

Qual a solução afinal? Qual a minha escolha afinal?

Essa é a questão. Se eu continuar a me esconder tenho que pelo menos escolher o que desejo.

Não vivo de clichês, mas de sonhos vencidos pelo tempo.

E o desejo nada tem a ver com a necessidade.

Está na hora de erguer a fortaleza!

Ou procuro um acalanto, admito a loucura plena como companheira e procuro dizimar sua influência.

Ou deixo ser abraçada pela escuridão!

Até quando silenciarei as vozes do consciente?

Até me perder na sobriedade? No monótono?

Ou assinarei um contrato social com a hipocrisia?!

Não assino contratos de qualquer natureza porque isto não é a minha natureza.

Sou selvagem e prefiro o vazio real do que os sorrisos imaginários.

Detesto os apertos de mãos solidários e os olhares complacentes.

Não dá mais para esconder o óbvio.

Ficou tudo tão claro quando eu te vi ao espelho,

E eu não pude fazer nada porque já tinha se quebrado.

Nada mais angustiante que esta insanidade lúcida,

Este dom profético para alucinações e interjeições.

E o teu silêncio e o meu silêncio gritam ao meu ouvido.

Mas não vou me perder, nem caminhar para o sentido oposto.

Chegou a hora da loucura assinar o roteiro.

E por fim, as cortinas se fecham com um gosto amargo de solidão

Sem plateia ou aplausos. Apenas o vazio das vozes e das letras!

 

*Publicado em 03/07/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 19:27

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Martírio final

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martírio

Quando o peito aperta, a alma sai fora da matéria e uma lágrima rola em sua face,

E o pranto jurado pelos mortos se aquece,

Sua vida se torna uma redoma de vidro,

E os bárbaros são apenas simples mortais.

Por que esta agonia desenfreada que há tanto tempo passou por mim? 

Retorno de angústias passadas?

Como pode ser a fragilidade dos seres humanos.

Finda esta dor, estas lágrimas que já não escorre mais pelo meu rosto, escorre pelo meu coração.

Seguro em meus braços o rei sol com seu coração de gelo.

Que aquece sua solidão e queima meu corpo.

E um abismo se cria entre o céu e a terra.

Os deuses diante de ti sussurram e retiram seu semblante.

Vulnerável, sem defesa, com votos de castidade.

Inconsolável dor, desatinada.

Mudanças atroz, desnecessárias.

Um cálice de vinho entrelaçado em minhas mãos derrama-se e espalha somente a solidão.

Chegar ao fim da linha sem crença na morte e uma desesperança na vida.

Andar na corda bamba da razão, num último golpe: insensatez!

Por fim, em fim, a fim da espera de uma resposta que já conheço.

E num gesto bebo meu sangue e sorrio para o horizonte sombrio como uma criança travessa a espera do martírio final.

 

*Publicado em 26/06/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 19:20

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Confissões para um menino

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confissões

Tua pureza me encanta

Mas tua pouca vivência me agonia

Por que não posso chegar perto de teu semblante?

A matéria é antagônica às formas espirituais

Ah! Teu sorriso!

Lembra-me a inocência que tive, das esperanças que perdi.

Teus gestos tolos, tua face única me inibe.

Como pode culpar-me por te adorar com esperança?

Como pode culpar-me de te odiar sem ódio?

O que fazes sem sentir?

Estais certo? Achas justo?

Perca-se no tempo de ninar,

Refletindo sobre os teus atos e fatos.

Absolva-se, não sejas mais um mau menino.

Retorne ao antigo lar e vamos brincar de esconderijo,

Onde você se prostra a minha frente, sem defesa,

E te coloco no meu colo e te faço chorar.

Ah, se tuas mãos tocassem as minhas com clareza, e se teu corpo tocasse o meu com desejo…

Tua beleza tira-me todas as falas e pensamentos, confunde minha lógica e me deixa a mercê do desespero.

Por que não me vês como uma possibilidade? Por que vês o tempo transcorrido em meu rosto?

Esquece que já fui tua amiga e confidente.

Não quero mais te ver brincando de esconde-esconde pelas ruas

Quero te colocar em meu colo, te mostrar a vida e fazer desse menino um homem.

 

*Publicado em 18/06/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 19:01

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Ascenção de uma sociedade mediocre

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ascenção

Eu.

Estatelada na frente da TV.

Ingerindo falso moralismo, alienando-me em lixos sociais.

Vendo uma sociedade idiota reprimindo nossos pensamentos, querendo que deixemos de ser seres humanos para sermos exemplos para uma sociedade em decadência.

Ou não?

Não, não, uma sociedade que nem está próxima do fim de sua existência! Porque apesar de passeatas, caras pintadas continua a mesma hipocrisia.

Políticos, padres, pais, não dão a mínima ao que dizemos.

Falam que somos uma juventude alienada, que só queremos fazer barulho para agredi-los.

Essa sociedade medíocre vai continuar a existir porque não somos alienados nem barulhentos o suficiente para mudá-la.

Tenho nojo de mim!

Porque no fundo de minha alma eu me acomodo com essa situação.

A mediocridade passa por mim e eu não faço nada, absolutamente nada.

Adormeço na podridão de meus pensamentos e na indignação de minha existência.

Repudio esta sociedade, mas sei que faço parte dela.

Parte de uma sociedade frágil, ignorante e sarcástica.

Quanta ironia!

 

*Publicado em 05/06/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 18:36

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Estações

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estações

Não sei mais o que sou

Não me reconheço mais

Eu sou a morte das tuas manhãs

Sou a luz que paira nos teus cabelos

Sou folhas secas na alvorada

Sou primavera chegando

Eu sou a vida

A vida sem medos.

Mudanças

De certo

O eu que existia se dizimou, como uma gota de orvalho

A chuva cai, o sol se abriu, logo veio o arco-íris para iluminar meu ser triste

Encontrar-me-ia

Em algum lugar, não sei

Sou uma caixa em reciclagem

Um grito de súbito, torna-me um ser inexplicável e inexistente.

Um tapa não adiantou, acho que esqueci o quanto doeu.

Não voltarei mais ao antigo lugar.

E esqueço tudo por súbito através de uma fragrância chamada tempo,

Isolada no meu subconsciente.

Ser eu por mim mesma

Ainda acredito nessa teoria estúpida

Ainda sigo esta regra

Ah, tristeza

Caminhar pelas ruas e não encontrar a direção

Achar o paraíso e ficar desconte

E por fim, a neve veio

E seus flocos de esperança cobriram minha face em lágrimas

Lágrimas de alívio.

 

*Publicado em 29/05/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 18:22

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Sem nexo

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nexo

Sinto sensações que não são minhas.

Vejo o que não é tangível.

Falo o que não posso.

Sou o que não deveria ser.

Não sei de mim.

O ar submerso.

Gritos, choros, exaustão.

O menino ao meu lado chora,

E estou de mãos atadas pelo destino.

Os inimigos gargalham.

Vou ao encontro da indiferença do ser alheio.

Tragédia é comédia.

O fim caótico da humanidade.

Estou anestesiada com traições de mim.

Sentimentos difusos em um único ideal.

Distância tão perto,

A saudade apertando o peito.

Como posso me livrar desse sentimento?

É tudo muito injusto, sem coerência.

Como posso difundir-me em duas.

Revela-se para mim num simples olhar!

Perdida em lembranças perdidas apenas.

Há alguma coisa consumindo meu coração

Será solidão? Talvez…

Medo? Possivelmente…

Suspiro!

Quão falta de sentimento, que frio!

Quando lembro teu sorriso, meu coração fervilha, mesmo triste e magoado…

A vida tão rameira e disponível.

E o futuro não olha mais para mim.

Escrevo consciente nas dimensões do meu inconsciente.

Tudo besteira!

São apenas palavras dispersas pelo ar.

E num entardecer de outrora, tudo parece sem nexo.

 

*Publicado em 12/05/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 18:16

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Guerra

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guerra

O rosto daquele homem

Traços de bondade,

Não refletia mais esperanças.

Da boca quente que tocava meu corpo,

Sai cuspe de devastação.

Meu corpo em glórias nas tuas mãos.

Minha culpa a indiferença?

Ou o descaso da minha insanidade se tornou cúmplice da misericórdia?!

As promessas não têm mais valor.

A perfeição do caráter castiga meu pranto.

O andar paralelo.

As fantasias profanas da mente.

Não tenho direito de indignar,

Não tenho direito de te amar.

Estava cega e não acreditei no altar que fizeste para mim.

A dor da solidão. Ver-me sozinha. Ver-te sozinho.

O tempo, senhor da justiça, fará sua aparição,

E desaparecerão as marcas da nossa paixão.

Agora, podes voar para bem longe,

Pois o perdão não virá mais.

Guarde as xícaras de porcelana e a toalha de renda.

A visita já foi embora e só sobraram os da casa.

A campainha toca. Quem é?

Duas espadas na soleira da porta.

É a guerra chegando.

É o destino que os uniu,

E os coloca cada um de um lado no campo de batalha.

Curioso, não há embate,

Mas sim, olhar de compaixão, saudade.

O tempo pode ser incerto,

Mas o amor é general da demanda.

*Publicado em 30/04/2009

Escrito por Babi Arruda

27/10/2009 em 17:56

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