A Esperança da Caixa de Pandora

Apesar de todo o caos ela existe!

Arquivo para setembro 2011

Reclamação na ponta da língua

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A maioria das pessoas tem um péssimo hábito: o de reclamar de tudo! Não importa o que aconteça, a reclamação está ali na ponta da língua para os mais diversos acontecimentos. E de tão cotidiano que isso se tornou ninguém mais se espanta com esse tipo de comportamento.

Ok, concordo que por muitas vezes as reclamações são justas e devidas. Isso é um ato democrático e consciente dos seus direitos e deveres. Do que está certo e o que está errado. Justo e inquestionável. No entanto, há aqueles que reclamam além da conta!

Tem os que reclamam a toa, sem analisar com fatos com coerência e disciplina. Acham que são injustiçados pela vida, desafortunados pela sorte, mas no fundo não passam de chatos. É isso mesmo: chatos melancólicos ou se preferir, pessimistas que vivem com uma nuvem preta em cima da cabeça.

Esses maus agouros não conseguem ter um pensamento positivo se quer e anulam inevitavelmente qualquer tipo de energia benéfica ou sensação de bem estar. Não entendem que por muitas vezes uma situação desagradável pode ter uma conseqüência muita positiva no futuro. Nem tudo que achamos ruim é necessariamente prejudicial.

Temos que parar de pensar limitado e ter uma perspectiva a curto prazo. Viver é fundamental e procurar calcular cada passo é muito robótico, tirando toda a humanidade das relações. Não devemos esperar demais da vida nem das pessoas, mas também não podemos ficar lamentando as coisas que não saíram do jeito que a gente queria.

Reclamar muitas vezes se faz desnecessário porque simplesmente não adianta. É um fato e determinados fatos não tem solução ou explicação. São fatos consumados. O ato de se desgastar com palavras que não mudarão os acontecimentos é uma atitude vazia.

Devemos pensar duas vezes antes de colocar na ponta da língua pensamentos de irritação e frustração, porque não há nada mais incômodo do que se tornar uma pessoa indesejada nas rodas sociais ou de amigos. O resultado pode ser desastroso para os relacionamentos de forma em geral.

Diz a lenda que existem aqueles que reclamam de barriga cheia e esse com certeza é uma das grandes verdades da natureza. Tem os que reclamam por reclamar. Só para ser diferente ou excêntrico. Pura falta do que fazer ou mentes em estado vegetativo.

Porém, há os que reclamam por convicção, como se fosse um ofício, uma profissão com carteira assinada. Esses se um dia não reclamarem de alguma coisa cairão de cama, doentes em um leito de hospital.

De uma forma ou outra, sendo um reclamão de ocasião, de situação ou por paixão o fato é que não se tem condições de manter uma postura agressiva o tempo todo. É preciso fechar os olhos, relaxar e ver o outro lado da moeda, as diversas verdades, as filosofias da alma e do coração.

Escrito por Babi Arruda

28/09/2011 em 13:27

Ausência de medo nos torna livres ou prisioneiros?

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“O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente” (Wikipédia)

O que é o medo? Você tem medo do que? Como se controla essa sensação de impotência perante alguém ou uma situação? Como classificar ou pior, como simplesmente admitir nossas fraquezas ferindo nossa vaidade de autocontrole?

Eu também não tenho todas essas respostas. São questões delicadas demais para ter uma opinião sólida e totalmente formada. Seria muita arrogância de minha parte sentenciar uma verdade absoluta em relação a um sentimento tão difícil de ser explicado, porém facilmente compreendido, afinal, todos nós temos medos.

Há quem diga que ele deve ser eliminado, dizimado. Uma vez ouvi a seguinte frase: “A ausência de medo nos torna livres”. Analisando essa afirmação, a que conclusão podemos chegar? Que o medo é um inibidor, um limitador de ações, pois com ele não progredimos, paralisamos frente a uma situação.

Já sem ele seríamos capazes de ultrapassar barreiras, alcançando novos patamares de consciência plena e satisfação pessoal. Sim, uma liberdade total de pensamentos e atitudes visando unicamente nosso bem-estar, sem as limitações criadas pelo nosso próprio medo.

Como seríamos mais felizes se perdêssemos o medo de tudo e enfrentaríamos tudo sem medo de nada. Que sensação maravilhosa se sentir livre de qualquer medo que limite nossos desejos! Acabar com todos os temores e ter somente a convicção de fazer o que devemos fazer sem receios ou argumentações hipócritas.

Isso seria o ideal se não fosse por um único detalhe: a ausência total de medo é prejudicial a nossa sobrevivência. Não tem como viver desprovido dessa sensação que auxilia a nossa consciência vital de preservação. Não dá para viver sem medo! Esse botãozinho tem que estar sempre ligado para o nosso próprio bem.

Imaginem só se não tivéssemos medo do bandido, de fogo, de eletricidade, de adoecer etc. Com certeza seríamos um coletivo insano e inconsequente, vivendo de forma imprudente (não que já não façamos isso!). Mas, a subtração desse sentimento em nossas vidas nos faria prisioneiros da prepotência de nossos egos.

Sentir medo não é fraqueza. É ser consciente do nosso poder de ação, até onde podemos ir. Quando ele te paralisa e bloqueia, se torna uma doença: um pavor ou uma fobia. Isso sim deve ser evitado porque suprime os efeitos positivos de um sentimento que tem um conceito negativo na sua origem, mas não totalmente na sua atuação. Podemos dizer que é um mal necessário.

O que deve existir é um equilíbrio ou no mínimo, um controle. Saber balancear o medo nos diversos momentos da vida. Agir com prudência, mas sem ignorar a coragem de tomar uma resolução difícil. Enfrentar as conseqüências sem medo de retaliações. Porém, ao mesmo tempo, temer certas forças que impulsionam a razão pela qual estamos aqui.

Escrito por Babi Arruda

21/09/2011 em 14:27

Fiscais da felicidade alheia

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Tem algumas pessoas que simplesmente têm medo. Sim, medo de viver, de arriscar, de explorar suas vontades e correr atrás dos seus desejos. Ao invés disso, elas preferem monitorar a vida alheia, apostando todas suas fichas na maledicência, na discórdia, na intriga e no leva-e-traz.

Como não estão satisfeitas com que tem, inertes as ações que poderiam lhe beneficiar, preferem transformar a vida alheia numa novela interativa, dando pitacos e facilitando situações de desconfiança e constrangimentos. E lógico, adoram proliferar informações duvidosas.

Geralmente possuem o título de guardiãs da moral, dos bons costumes e das normas de conduta. Gosto de chamá-las de fiscais (recalcadas) da felicidade alheia ou fofoqueiras, pessoinhas frustradas e infelizes em relação as suas próprias realizações e por isso gostam de viver a vida dos outros. Vazias na essência, maledicentes por opção.

Elas usam isso como uma válvula de escape, uma fuga inconsciente das situações reais. Desiludidas com sua própria história e idealizações, elas projetam no vizinho o estereótipo de modelo ideal e passam a acompanhar o outro como um enredo de novela, só que de uma forma amarga por não conseguir se projetar naquilo.

É muito triste perceber que a cada dia mais pessoas se encontram dentro desse pensamento medíocre e limitado. Elas vivem no total desrespeito pela existência alheia se atendo ao passos do que acontece ao seu redor, mas nunca prestando atenção nas suas próprias atitudes.

Mesmo porque elas não conseguem enxergar suas ações por desprezá-las como um fato. Elas rejeitam o que são e transferem essa relação amargurada para a crítica a terceiros, ainda quando não chegam num estágio pior de criar atritos para que todos sejam infelizes como ela.

Pessoas assim são cânceres sociais porque não produzem nada de positivo. Prejudicam elas mesmas por atrair energias negativas, ficam estagnadas na ignorância e de quebra ainda atrapalham todo o resto com suas inversões de valores.

O que fazer com elas? O melhor conselho que posso dar é assim que você identificar alguém dentro desses padrões mantenha-na bem longe de sua vida e de seu convívio. Não há nada de errado em querer evitar stress desnecessário. Isso é uma escolha consciente e inteligente para te proporcionar qualidade de vida.

Escrito por Babi Arruda

14/09/2011 em 16:18

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