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Ao se deparar com uma situação complicada onde temos que avaliar ou então julgar certos aspectos vem sempre a tona a famigerada imparcialidade, porque para sermos justos, temos que ser imparciais perante os fatos e as pessoas.

O discurso realmente é muito lindo, porém a prática está muito longe de ser um conto de fadas com final feliz. É muito fácil falar sobre imparcialidade, mas usá-la com eficácia é quase humanamente impossível.

Por quê? Porque somos humanos passíveis a erros e defeitos só para começar. Cada um de nós foi criado de uma forma diferente, com aspectos culturais diversos, com valores morais distintos e influenciados pelo ambiente que vivemos. Só por causa desses “pequenos” detalhes que a imparcialidade se torna algo mais próximo do utópico.

Os meios de comunicação bradam em alto e bom som que sua linha editorial é imparcial, que todas as notícias são apuradas e investigadas pelos diversos ângulos da questão, no entanto, o material humano que fabrica isso não é multifacetado.

E isso é absolutamente normal. Sim, não se choque com esta revelação, mesmo porque você também não é imparcial na sua totalidade. Esse negócio todo de isenção de sentimentos é pura balela, conversa para boi dormir. Não há nada pior que esse discurso besta de candidato a síndico de prédio.

Somos dotados de um aglomerado de sentimentos e sensações que nos diferencia um do outro, e é justamente essa diferença que nos torna especiais, únicos. É através da visão diferenciada de cada um que os acontecimentos ganham novos aspectos e esse pluralismo enriquece as relações interpessoais.

Por isso, eu não acredito que um ser humano é capaz de 100% de imparcialidade. A preocupação e a busca para o mais próximo disso é lógico que deve existir. O que não pode é se frustrar quando perceber que este objetivo não pode ser alcançado plenamente.

Outra coisa que não pode acontecer é achar que possui toda essa neutralidade perante os acontecimentos. Isso seria muita prepotência para não dizer ignorância, no sentido de ignorar a realidade e viver numa constante ilusão de perfeição moral.

Um primeiro passo para treinar a imparcialidade é usá-la com você mesmo. Analisar suas qualidades e defeitos com o máximo de isenção possível. Sem ser tendencioso, sem puxar a sardinha para suas vaidades, sem mimos e estrelismos do ego.

Faça isso e depois me conte o que você conseguiu. Se os 100% de imparcialidade pode ser considerado uma realidade ou uma utopia.

De Babi Arruda & Cláudio Marques

E no meio daquele dia cinza estava ele ali parado com seu sorriso fitando minha alma, despindo meus desejos. Não me importava mais o que acontecia a minha volta. Aquele instante era meu. Aquela vontade era nossa. Delicadamente coloria cada pedaço de meu corpo. Tocando-me sem as mãos, falando comigo em silêncio, despindo-me com olhos, devorando-me em pensamento. E eu, entregue. Distante. Mas com uma certeza: era dele.

Aquele homem me cativava, me trazia a tona toda vez que meus dilemas existenciais me colocavam em baixa. Era ele. E o melhor: ele não sabia disso.

Ele acordava comigo, passava o dia a trabalhar, jantávamos e a noite, numa sincronia perfeita, escrevíamos poesia, textos. Cartas. Líamos o mesmo livro, comentávamos sobre os personagens principais, sobre os coadjuvantes. Inseríamos nossas vidas naquelas páginas. Era fantasioso e ao mesmo tempo excitante. Deitávamos e meticulosamente nosso corpo se encaixava. Mas ele não sabia disso.

Eu existia para ele e não precisava dos meus post its para lembrá-lo. Era torturante saber que eu estava tão presente nele. Nunca fora assim. Eu sempre me deixava perdida, esquecida num canto qualquer devorando as sobras do relacionamento. Mas com ele era diferente. Era inédito, numa versão meio retrô.

Fitava seu rosto tentando decifrar o que não tinha resposta. Tentava colocar em palavras o que estava perfeito nas entrelinhas. E assim me acostumei com sua presença apenas a distância de uma respiração. Só sabia respirar o mesmo ar de um espaço encaixado entre delírios e devaneios.

Era doce dormir nos seus braços e saber que estava me acorrentando a perspectivas. Pensei muitas vezes em fugir, mas quando olhava suas covinhas, que teimosamente surgiam depois de um sorriso, desistia de qualquer plano de dominação mundial. Entregava o meu mundo sem alardes, sem diplomacia ou ordem de despejo. Simplesmente desistia de desistir.

Mesmo percebendo todo o meu embaraço desastrado de tentativas frustradas, ele fingia não entender e me dizia ao pé de ouvido: “tudo vai ficar bem”.

E no instante entre o som e o silêncio residem os sonhos e uma infinidade de palpitações. Reside eu, ele e suas covinhas.

Ah, aquelas covinhas. Tão minhas, mas apenas dele. Eu as contemplava constantemente, mesmo ele nunca as dividindo comigo. Eu acompanhava seu riso e imaginava que ria para mim.

Meu mundo que por diversas noites, dias, madrugadas fez-se tão dele continua sem rumo próprio, seguindo a esmo, procurando cruzar com aquele mundo cheio de covinhas, sorriso e doces noites acompanhada. Pode ser um sonho, mas desse sonho acordo toda manhã. A cada nova manhã, novos dias uma certeza não muda. Ele (ainda) não esta por aqui. Ainda…

A maioria das pessoas tem um péssimo hábito: o de reclamar de tudo! Não importa o que aconteça, a reclamação está ali na ponta da língua para os mais diversos acontecimentos. E de tão cotidiano que isso se tornou ninguém mais se espanta com esse tipo de comportamento.

Ok, concordo que por muitas vezes as reclamações são justas e devidas. Isso é um ato democrático e consciente dos seus direitos e deveres. Do que está certo e o que está errado. Justo e inquestionável. No entanto, há aqueles que reclamam além da conta!

Tem os que reclamam a toa, sem analisar com fatos com coerência e disciplina. Acham que são injustiçados pela vida, desafortunados pela sorte, mas no fundo não passam de chatos. É isso mesmo: chatos melancólicos ou se preferir, pessimistas que vivem com uma nuvem preta em cima da cabeça.

Esses maus agouros não conseguem ter um pensamento positivo se quer e anulam inevitavelmente qualquer tipo de energia benéfica ou sensação de bem estar. Não entendem que por muitas vezes uma situação desagradável pode ter uma conseqüência muita positiva no futuro. Nem tudo que achamos ruim é necessariamente prejudicial.

Temos que parar de pensar limitado e ter uma perspectiva a curto prazo. Viver é fundamental e procurar calcular cada passo é muito robótico, tirando toda a humanidade das relações. Não devemos esperar demais da vida nem das pessoas, mas também não podemos ficar lamentando as coisas que não saíram do jeito que a gente queria.

Reclamar muitas vezes se faz desnecessário porque simplesmente não adianta. É um fato e determinados fatos não tem solução ou explicação. São fatos consumados. O ato de se desgastar com palavras que não mudarão os acontecimentos é uma atitude vazia.

Devemos pensar duas vezes antes de colocar na ponta da língua pensamentos de irritação e frustração, porque não há nada mais incômodo do que se tornar uma pessoa indesejada nas rodas sociais ou de amigos. O resultado pode ser desastroso para os relacionamentos de forma em geral.

Diz a lenda que existem aqueles que reclamam de barriga cheia e esse com certeza é uma das grandes verdades da natureza. Tem os que reclamam por reclamar. Só para ser diferente ou excêntrico. Pura falta do que fazer ou mentes em estado vegetativo.

Porém, há os que reclamam por convicção, como se fosse um ofício, uma profissão com carteira assinada. Esses se um dia não reclamarem de alguma coisa cairão de cama, doentes em um leito de hospital.

De uma forma ou outra, sendo um reclamão de ocasião, de situação ou por paixão o fato é que não se tem condições de manter uma postura agressiva o tempo todo. É preciso fechar os olhos, relaxar e ver o outro lado da moeda, as diversas verdades, as filosofias da alma e do coração.

“O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente” (Wikipédia)

O que é o medo? Você tem medo do que? Como se controla essa sensação de impotência perante alguém ou uma situação? Como classificar ou pior, como simplesmente admitir nossas fraquezas ferindo nossa vaidade de autocontrole?

Eu também não tenho todas essas respostas. São questões delicadas demais para ter uma opinião sólida e totalmente formada. Seria muita arrogância de minha parte sentenciar uma verdade absoluta em relação a um sentimento tão difícil de ser explicado, porém facilmente compreendido, afinal, todos nós temos medos.

Há quem diga que ele deve ser eliminado, dizimado. Uma vez ouvi a seguinte frase: “A ausência de medo nos torna livres”. Analisando essa afirmação, a que conclusão podemos chegar? Que o medo é um inibidor, um limitador de ações, pois com ele não progredimos, paralisamos frente a uma situação.

Já sem ele seríamos capazes de ultrapassar barreiras, alcançando novos patamares de consciência plena e satisfação pessoal. Sim, uma liberdade total de pensamentos e atitudes visando unicamente nosso bem-estar, sem as limitações criadas pelo nosso próprio medo.

Como seríamos mais felizes se perdêssemos o medo de tudo e enfrentaríamos tudo sem medo de nada. Que sensação maravilhosa se sentir livre de qualquer medo que limite nossos desejos! Acabar com todos os temores e ter somente a convicção de fazer o que devemos fazer sem receios ou argumentações hipócritas.

Isso seria o ideal se não fosse por um único detalhe: a ausência total de medo é prejudicial a nossa sobrevivência. Não tem como viver desprovido dessa sensação que auxilia a nossa consciência vital de preservação. Não dá para viver sem medo! Esse botãozinho tem que estar sempre ligado para o nosso próprio bem.

Imaginem só se não tivéssemos medo do bandido, de fogo, de eletricidade, de adoecer etc. Com certeza seríamos um coletivo insano e inconsequente, vivendo de forma imprudente (não que já não façamos isso!). Mas, a subtração desse sentimento em nossas vidas nos faria prisioneiros da prepotência de nossos egos.

Sentir medo não é fraqueza. É ser consciente do nosso poder de ação, até onde podemos ir. Quando ele te paralisa e bloqueia, se torna uma doença: um pavor ou uma fobia. Isso sim deve ser evitado porque suprime os efeitos positivos de um sentimento que tem um conceito negativo na sua origem, mas não totalmente na sua atuação. Podemos dizer que é um mal necessário.

O que deve existir é um equilíbrio ou no mínimo, um controle. Saber balancear o medo nos diversos momentos da vida. Agir com prudência, mas sem ignorar a coragem de tomar uma resolução difícil. Enfrentar as conseqüências sem medo de retaliações. Porém, ao mesmo tempo, temer certas forças que impulsionam a razão pela qual estamos aqui.

Tem algumas pessoas que simplesmente têm medo. Sim, medo de viver, de arriscar, de explorar suas vontades e correr atrás dos seus desejos. Ao invés disso, elas preferem monitorar a vida alheia, apostando todas suas fichas na maledicência, na discórdia, na intriga e no leva-e-traz.

Como não estão satisfeitas com que tem, inertes as ações que poderiam lhe beneficiar, preferem transformar a vida alheia numa novela interativa, dando pitacos e facilitando situações de desconfiança e constrangimentos. E lógico, adoram proliferar informações duvidosas.

Geralmente possuem o título de guardiãs da moral, dos bons costumes e das normas de conduta. Gosto de chamá-las de fiscais (recalcadas) da felicidade alheia ou fofoqueiras, pessoinhas frustradas e infelizes em relação as suas próprias realizações e por isso gostam de viver a vida dos outros. Vazias na essência, maledicentes por opção.

Elas usam isso como uma válvula de escape, uma fuga inconsciente das situações reais. Desiludidas com sua própria história e idealizações, elas projetam no vizinho o estereótipo de modelo ideal e passam a acompanhar o outro como um enredo de novela, só que de uma forma amarga por não conseguir se projetar naquilo.

É muito triste perceber que a cada dia mais pessoas se encontram dentro desse pensamento medíocre e limitado. Elas vivem no total desrespeito pela existência alheia se atendo ao passos do que acontece ao seu redor, mas nunca prestando atenção nas suas próprias atitudes.

Mesmo porque elas não conseguem enxergar suas ações por desprezá-las como um fato. Elas rejeitam o que são e transferem essa relação amargurada para a crítica a terceiros, ainda quando não chegam num estágio pior de criar atritos para que todos sejam infelizes como ela.

Pessoas assim são cânceres sociais porque não produzem nada de positivo. Prejudicam elas mesmas por atrair energias negativas, ficam estagnadas na ignorância e de quebra ainda atrapalham todo o resto com suas inversões de valores.

O que fazer com elas? O melhor conselho que posso dar é assim que você identificar alguém dentro desses padrões mantenha-na bem longe de sua vida e de seu convívio. Não há nada de errado em querer evitar stress desnecessário. Isso é uma escolha consciente e inteligente para te proporcionar qualidade de vida.

Problemas, problemas, problemas! Sim, todos nós temos e acredito que isso seja uma coisa comum a todos os seres humanos da face da terra. Não importa a fonte, a causa dos aborrecimentos. Seu desdobramento e conseqüências têm o mesmo efeito em nossa alma causando medos, tristezas e inseguranças.

Saber trabalhar de forma positiva os tropeços da vida não é uma coisa simples de fazer, mas que com um pouco de esforço, bom senso e acima de tudo, cabeça aberta para absorver os novos aprendizados sem se trancar numa redoma de rancores e mágoas, já é meio caminho andado para a solução de alguns pequenos entraves.

Chorar pitangas ou se lamuriar pela (má) sorte não adianta absolutamente nada! Isso só atrasa sua vida e enche o saco das pessoas que estão a sua volta. Errou? Tropeçou? Caiu? Enxugue as lágrimas, de uma batidinha na roupa para retirar a poeira, levante a cabeça e continue a caminhar. Ah, machucou?! Faça uma massagem e abra um sorriso.

Talvez isso não ajude a retirar a dor de uma vez só, mas com certeza vai liberar substâncias maravilhosas no seu organismo, fazendo com que você se sinta melhor, mais disposto a continuar a sorrir.

Nenhum ser vivo é tão privilegiado ao ponto de não ter problema algum na sua vida e ninguém é azarado o suficiente para ter somente problemas. Tudo sempre está na medida certa de acordo com a evolução de cada um.

Tenha em mente que situações complicadas de se resolver não são um bicho de sete cabeças, muito menos o fim do mundo. Não adianta se desesperar e querer a qualquer custo uma solução imediata. Muitas vezes o processo é lento e demanda mais dedicação na hora de colocar os pingos nos “is”.

Um dia de cada vez e uma passo atrás do outro. Paciência é uma virtude apesar de ainda ser pouco utilizada no dia-a-dia. Afinal para que ser paciente se o mundo pede agilidade?! Nesse caso, a pressa é inimiga da boa solução e da ótima compreensão dos fatos.

Tomar atitudes impensadas é uma das maiores causas dos problemas se agravarem. O que era um simples ponto passa a ser um borrão gigantesco e as amarguras envolvidas se multiplicam infinitamente.

Por isso, pare de reclamar e olhe para o lado. Você irá concluir que problemas é uma “exclusividade” de todos os seres que respiram e que muitos ainda são bem maiores, piores e mais dramáticos que os seus. Não lamente sua falta de sorte, mas enalteça sua bem aventurança.

Sempre é um milhão de vezes mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que achar alguém desprovido de problemas. Aliás, se isso um dia acontecer, com certeza não será um ser humano, mas sim um extraterrestre ou no mínimo, um acontecimento fantástico, digno de manchete na primeira página!

Amores e paixões. Sentimentos intensos que desenvolvemos ao longo da vida e que fazem parte de nossa natureza, no qual sem eles seríamos vazios e sem significados. Emoções que sustentam nossa existência como seres humanos que têm como necessidade primordial: amar e ser amado.

Porém, ao pensar nesse desejo constante de amor, sempre imaginamos que esses sentimentos venham de uma terceira pessoa, mas nunca de nós mesmos para nós mesmos! E aí que está a falha para nossas carências: a falta de valorização do eu!

Quando nos amamos por completo, conhecendo nossas qualidades e acima de tudo, admitindo nossas limitações, somos capazes de amar o próximo compreendendo seus defeitos e não querendo moldá-los as nossas vontades. E a via inversa disso também é verdadeira.

O outro só pode nos dar valor a partir do momento que valorizamos a nos próprios. Não tem como exigir respeito e admiração se ao olhar no espelho não temos essa consciência lúcida de entrega. Não dá para cobrar do parceiro dedicação se não dedicamos amor ao nosso interior.

É muita estupidez não enxergarmos o brilho que irradia de nossa alma porque ele é uma centelha da luz divina e desprezando-a, estamos rejeitando o que de mais sublime existe em nós: o magnetismo pessoal, inerente a qualquer indivíduo.

Esta é uma força que faz cada pessoa ser única e diferenciada e, por conta disso, totalmente capaz de ser um agente transformador, renovador e iluminador, influenciando de forma positiva as relações interpessoais.

Porém, existe uma linha tênue entre auto-estima elevada e ego inflado. Uma coisa é reconhecer suas qualidades, amar a si próprio, se respeitar e tolerar seus defeitos. Outra é supervalorizar características, menosprezando a todos e ter a prepotência indiscutível de se achar superior.

No entanto, felizmente, pessoas que parecem um bolãozinho inflável são poucas nos dias de hoje, pois logo são obrigadas a enfrentar a realidade e migram sua forma de pensamento para uma conduta mais humilde. Sim, mantenho esta convicção de que são poucas porque muitos soberbos não passam de engodos tentando disfarçar a própria carência.

Mas infelizmente a grande maioria está sofrendo um problema crônico de baixa auto-estima, não sabendo lidar com as questões de valorização de si mesmo, extremamente essencial para a saúde emocional. Somos aquilo que pensamos e este pensamento tem que estar sintonizado com as boas energias.

A dignidade pessoal deve vir em primeiro lugar não importando o quanto desejamos ou queremos algo ou alguém. Não podemos passar por cima de valores essenciais para agradar a terceiros.

Não vale a pena se sujeitar a situações degradantes para o seu amor-próprio, que deve ser incondicional. Sua força de vontade tem que ser proporcional a sua auto-estima e ela tem que ser a mais positiva e elevada possível.

Eu sou mais eu. E você? É mais você?

Temos vozes para gritar e mãos para gesticular, porém muitas vezes não somos ouvidos nem mesmo percebidos por aqueles que estão a nossa volta. Como se fôssemos seres invisíveis, transparentes nessa imensa aldeia global. Somos palpáveis, tangíveis, sólidos, no entanto, a cada dia que passa as pessoas não conseguem nos tocar, ou pior, preferem não tocar.

Viramos robôs sem percepções, angústias e amor. Tudo programado, arquivado e distribuído em série. As relações se tornaram frias e distantes, ao ponto de pessoas que vivem na mesma casa não se reconhecerem mais. Não trocam um simples bom dia.

Os sentimentos tornaram-se fúteis, piegas, coisa de gente brega que não tem o que fazer. Talvez por isso o número de jovens com depressão tem aumentado cada vez mais. Quem os escuta? Quem os acaricia?

Vamos, voltemos a programação de emoções politicamente corretas. Não há espaço para a solidariedade. Por que eu deveria me importar com o próximo? Ele que cuide dele, pois afinal, tenho meus próprios problemas para resolver. Temos que ser perfeitos, completos e desumanos. Esta é a lógica da sociedade da invisibilidade.

Se eu não olho para um ser humano pedindo esmola no meio da rua está tudo bem. Não estou vendo mesmo. Ela não está ali e por isso, não tenho nenhuma responsabilidade. Também, ele não é nenhum parente meu. O problema é do governo. Votei para isso. Cada macaco no seu galho e cada político com sua inércia social.

Não existe mais o calor humano, o afago sincero e as conversas nas mesas de bares. Todo amigo devia ser um psicólogo informal, aquele que escuta suas lamúrias e te dá uma bronca por estar cometendo o mesmo erro pela vigésima vez. Os amigos estão ficando transparentes.

A questão é que ninguém se importa com nada ou alguém que esteja fora do raio de seu umbigo. Um desprezo calculado de tudo que pode nos tornar gentil. Afinal, a gentileza só deve ser utilizada quando existe um interesse por trás, não é? Feliz é aquele que é mais malandro que a malandragem e dá nó em pingo d’água.

Estamos ficando com o coração translúcido. Ele não bate mais com tanta força. Para onde foi o cuidado com os sentimentos alheios? Onde nós colocamos a caridade? As ações estão se tornando invisíveis e a sociedade cada vez mais transparente, carente de humanidade. A sociedade de corações intangíveis.

Quando tudo parece distante e inatingível, o esforço aliado a muitas lágrimas e suor faz com que uma utopia se torne a mais bela das realidades. Histórias comuns viram contos de fadas com direito a final feliz.

Ter coragem de enfrentar os desafios e superar os obstáculos é de extrema importância para o sucesso de uma nova empreitada. É um trabalho de formiguinha, fortalecendo a auto-estima, aprimorando as técnicas e redescobrindo valores muitas vezes perdidos em nosso subconsciente.

Outro fator importante é estabelecer metas a curto, médio e longo prazo. Sem uma definição específica sobre os próprios desejos e vontades, é deixar nas mãos jocosas do destino o seu futuro. E isso pode ser bom, mas também pode se tornar um revés sem volta.

Devemos reavaliar cada passo todos os dias. Montar estratégias, fazer planos, desfazer planos. O que não podemos é ficar apáticos em relação ao curso das coisas. Nem muito menos nos desvalorizar porque determinado projeto não saiu como o planejado ou porque aquele sonho não se realizou.

A frustração não é o caminho para o topo. Temos que tirar dos “fracassos” lições primordiais para nossa evolução. Se colocar para baixo não é a resposta para o sucesso, mas sim um atalho para o precipício.

Honestamente, não adianta arrastar corrente! Alimentar o sentimento de derrota não irá trazer nenhum benefício. Muito pelo contrário, só irá atrair mais negativismo, impossibilitando que energias boas fluam no seu caminho. E sem pensamento positivo, não tem como se construir um líder.

Transformar os erros em conhecimento não é só inteligente, é sábio e prudente!

Sempre existe uma próxima oportunidade! A chance de fazer tudo de novo, porém melhor! E quando você estiver no topo, olhar para trás e calcular cada tombo, cada lágrima, cada noite mal dormida e realizar por fim, que tudo valeu a pena, o gostinho da vitória vai ser muito mais saboroso, pois ele veio da superação dos seus limites.

Como diz o poeta: “Veja com os olhos de ver”. Não se esconda atrás de ilusões ou pregue a face uma máscara de super coitado. Você é aquilo que pensa e faz. Se dedique, corra atrás de seus objetivos. Não espere as coisas caírem no colo. Se supere! Aprenda a cair, a levantar e  a evoluir. Enfim, aprenda a voar.

“O escritor francês Gastón Courtois disse que a cortesia é filha do respeito ao próximo e irmã da caridade. Aquele que é cortês sabe que não é o centro do mundo, é uma pessoa que pensa nos demais e em seus sentimentos”


Hoje eu acordei pensativa, procurando algumas respostas para minhas interrogações mais angustiantes: afinal, onde está a delicadeza de palavras? Onde está a simplicidade dos gestos? Onde está a gentileza das atitudes? Onde está a cortesia nas ações?

Ao meio de tanto caos na desordem pública e na vida política, a inversão de valores é gritante aos olhos e ouvidos, no qual palavras como obrigado, por favor, com licença e desculpas ficaram obsoletas, desgastadas, para não dizer esquecidas.

Viraram lendas, contos, uma doce lembrança de que o ser humano pode ser humano com o próximo na possibilidade de transformar o dia comum de alguém em um dia realmente especial e magnífico. Um gesto de carinho virou uma necessidade latente para que a sociedade não se torne robótica e frívola.

O comportamento em sociedade se tornou mecânico e hipócrita. É seguido mais para convenções sociais do que necessariamente para uma demonstração espontânea de cuidado com a pessoa que está ao lado. Tudo é friamente calculado para quem sabe no futuro, se tirar alguma vantagem numérica num simples sorriso.

As questões de relacionamento, de interdependência são medidas no quanto de lucro pode me dar, em quantos cifrões posso colocar no meu bolso e não nas vantagens intangíveis como a proliferação do amor, a expansão do afeto e na conquista de carinho.

A grande verdade é que o mundo anda estressado e o reflexo disso são as manchetes de jornais noticiando violências e atrocidades. Muitas vezes chego a me perguntar se o bicho homo sapiens é realmente uma espécie evoluída. Para mim ela ainda se encontra num estado primitivo de consciência coletiva, um embrião a se desenvolver nas áreas de compaixão e solidariedade.

Devíamos mandar o mundo para um SPA. Sim, um lugar onde ele pudesse descansar e rever seus valores. Um espaço especializado na recuperação de pessoas perdidas em suas próprias ambições, egoísmos, vaidades e maneísmos egocêntricos. O mundo está doente e precisa recuperar seu coração, sua mente e sua alma.

Parece bobagem, mas a prática da cortesia é o primeiro passo para que consigamos resgatar um pouco de humanidade que ficou perdida no tempo. Precisamos colocar um fim na era do individualismo absoluto e aprender a compartilhar o que de melhor existe dentro de nós.

Vamos resgatar velhos clichês como Be Yourself, Don’t Worry, Be Happy, Quem sabe faz a hora não espera acontecer, Express Yourself, Viva o hoje, Just Do It e por fim, aquele especial que deveria ser um mantra em nossas vidas: Pratique a cortesia!

Gastón também escreveu: “Quando a caridade domina, a humanidade se engrandece. Quando o egoísmo reina, a humanidade se rebaixa”. Acho que está na hora de nos engrandecemos, pois senão seremos apenas seres bípedes, solitários e depressivos. Devemos deixar que o sorriso, a alegria, o desprendimento dominem nossas atitudes no dia-a-dia, transformando a convivência em um ato de prazer e não de conveniência.

PS.: Procurando uma imagem para ilustrar este texto para a prática da cortesia não consegui encontrar uma imagem decente se quer sobre a cortesia humana. Todas as imagens interessantes encontradas foram de cortesias entre os animais de quatro patas. Acho que temos muito que aprender com eles. A natureza é sábia. E nós muito burros demais!

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